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25/03/2010 09:14

Após briga de médicos em parto, família pede R$ 1,1 mi

Folha On Line/Rodrigo Vargas

A família da criança que morreu no parto em que dois médicos brigaram em Ivinhema (MS) entrou na Justiça pedindo indenização de R$ 1,1 milhão por danos morais e materiais, além de pensão alimentícia.

A ação foi proposta contra os médicos Sinomar Ricardo e Orozimbo Oliveira Neto e a Prefeitura de Ivinhema, responsável pelo hospital público onde a confusão ocorreu.

Ricardo e Oliveira trocaram socos e pontapés na sala de parto no dia 22 de fevereiro. O episódio é investigado em inquérito aberto pela Polícia Civil e também por sindicância instaurada pelo CRM (Conselho Regional de Medicina) de Mato Grosso do Sul. Ambos os procedimentos pretendem esclarecer se a briga contribuiu para a morte da criança.

A família diz na ação que até o dia do parto a saúde criança era "irretocável" e que a mãe, Gislaine Santana, "não possuía qualquer doença".

"É inquestionável que a morte do feto fora ocasionada pelo litígio entre os médicos, que deu causa a interrupção do parto e, por conseguinte, o adiamento do nascimento do bebê, ocasionando-lhe sofrimento fetal intenso", diz um trecho.

Testemunhas ouvidas no inquérito policial afirmam que a briga ocorreu porque os dois médicos discordavam sobre quem deveria conduzir o parto durante aquele plantão.

A ação pede que os pais da criança recebam 1.200 salários mínimos (R$ 612.000,00) por danos morais, R$ 1.523,68 em ressarcimentos por gastos com o enxoval e o quarto do bebê, além de uma pensão alimentícia em parcela única de R$ 502 mil _calculada, segundo a ação, considerando-se "o que a criança na idade adulta auferiria, caso viva fosse".

A Folha não conseguiu falar com a Prefeitura de Ivinhema. O médico Oliveira não respondeu às tentativas de contato por e-mail. Já Ricardo disse que os pais da criança "podem pedir tudo a que têm direito", mas afirmou que será inocentado e que não terá de "pagar nada a ninguém". "Tentei fazer o parto e fui impedido."


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