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04/05/2011 14:00

Após 25 anos como arcebispo, Dom Vitório quer dedicar-se ao trabalho pastoral

Paula Vitorino, Campo Grande News
Bispo já anunciou sucessor nesta manhã. (Foto: João Garrigó)Bispo já anunciou sucessor nesta manhã. (Foto: João Garrigó)

Durante coletiva de imprensa nesta manhã (4), o arcebispo de Campo Grande, Dom Vitório Pavanello, comunicou oficialmente o nome de seu sucessor, Dom Dimas Lara Barbosa, nomeado pelo Santo Padre o Papa Bento XVI e divulgado às 6h de hoje. Dom Dimas tem o prazo de dois meses para assumir o título, a partir desta quarta-feira.

Já em tom de despedida, Dom Vitório agradeceu a todos que trabalharam pela Igreja Católica nos últimos anos, pediu orações para o novo arcebispo da Capital e lembrou de momentos marcantes ao longo de sua trajetória à frente da diocese.

Dom Vitório deixa a diocese após mais de 25 anos como o representante oficial da Igreja Católica na Capital, tendo sido nomeado em dezembro de 1986. Ele foi o segundo arcebispo de Campo Grande.

Agora, Pavanello assume a posição de bispo emérito na Igreja, o que corresponde a uma aposentadoria de suas atribuições oficiais como chefe.

“Não serei mais governo. Agora serei silêncio. Só irei me pronunciar sobre alguma questão se houver pedido do novo bispo, do contrário não quero me pronunciar”, afirmou.

Após tantos anos dedicados a administração da diocese da Capital, estando a frente de 41 Paróquias e cerca de 300 comunidades, Dom Vitório disse ter deixado muitas vezes o trabalho pastoral de lado, e agora, quer dedicar-se a oração e ao trabalho de evangelização.

“Quero rezar, pedir perdão das minhas falhas e ajudar nos trabalhos de pastorais, de evangelização. Principalmente, quero ajudar nas confissões, ser um orientador espiritual para que quiser ir até mim para conversar, ler a bíblia, rezar. Mas estarei sempre disposto para demais atribuições que o bispo me delegar”, afirmou.

Pavanello ainda declarou que após deixar a arquidiocese pretende dedicar um tempo para a reflexão, além da oração, sobre os anos de trabalho. “É sempre bom fazer um exame dos acertos e erros. Aquilo que foi bom, louvado seja Deus, agora o que não foi é pedir perdão e trabalhar no que for possível”, conclui.

Antes de assumir a diocese da Capital, Dom Vitório foi bispo de Corumbá por quatro anos. Ele ressalta que o “poder nunca me subiu a cabeça, pra mim sempre foi um serviço” e ainda revela que há mais de 20 anos não tira férias.

“Nunca usufruí do direito de férias, que os bispos tem de um mês. Sempre que viajei também estava em missão”, conta. O projeto para os próximos meses inclui visitas aos seus familiares, no estado de Santa Catarina, e uma viagem de peregrinação a Terra Santa.

Mesmo aposentado, Dom Vitório garantiu que pretende continuar morando em Campo Grande, onde uma casa está sendo construída para ele. “Os padres muito caridosos estão fazendo a casa, mas creio que acharam que eu não ia sair também rápido e a casa ainda não ficou pronta”, brinca.

O bispo ficará morando provisoriamente em um seminário, construído recente no bairro Jardim Seminário.


Conquistas - Entre as lembranças que lhe trazem mais alegria, Dom Vitório destaca a visita do Papa João Paulo II à Campo Grande, em 1991.

“Foi uma alegria muito grande, que não posso esquecer nunca. O Papa me disse que aqui foi onde ele mais se sentiu em casa, de todos os lugares onde ele estava fazendo a peregrinação. Isso é um sinal de que ele sentiu nossa acolhida”, diz.

Em Mato Grosso do Sul desde 1986, Pavanello acompanhou o desenvolvimento do Estado e lembra que viu as cidades crescerem, amadurecerem e evoluírem.

O arcebispo também destaca o crescimento no número de padres e paróquias ao longo dessa trajetória.

“Quando cheguei tinham apenas 7 padres, agora são mais de 100 aqui. As Paróquias eram 13 e agora são 41. E a maior alegria é a de saber que são padres bons, não águias, mas são pássaros bem voadores”, frisa.

No entanto, a deserção de alguns padres é apontada pelo bispo como a maior “amargura no coração”. “Foram poucos que deixaram o sacerdócio, graças a Deus, mas alguns nós não esperávamos, era gente que confiávamos e que tinham um carisma muito grande”, afirma.

Mudança - Dom Dimas é 20 anos mais novo que Pavanello e tem como uma de suas principais características o dinamismo e o trabalho com a juventude.

Em tom descontraído, Dom Vitório deixa mensagem para os jovens, garantindo que a sucessão irá agradá-los.

“Ele é jovem, tem a mente muito mais aberta que a minha. Garanto aos jovens que eles vão se sentir muito mais a vontade com ele, com certeza vão ficar melhor com ele”, diz.

Dom Vitório completou 75 anos no dia 20 de janeiro deste ano e encaminhou alguns dias antes o pedido de renuncia ao Vaticano, que divulgou a resposta oficial nesta quarta-feira.

O Código de Direito Canônico pede que o bispo diocesano, ao chegar aos 75 anos, solicite ao Santo Padre a renúncia do ofício de arcebispo diocesano, e a nomeação do sucessor.

A transição deve ocorrer no segundo domingo de julho, segundo proposta da arquidiocese, mas Dom Dimas tem dois meses para assumir o cargo.

Após a nomeação de Dom Dimas, todos os conselhos da arquidiocese devem ser mudados.

Ele é bispo-auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, mas após assumir o título de bispo de Campo Grande deve se desligar das outras atribuições

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