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22/07/2008 20:41

Anvisa proíbe a venda do antiinflamatório Prexige

Marco Antônio Soalheiro /ABr

Brasília - A partir de amanhã (23), está proibida em todo o Brasil a comercialização do medicamento Prexige - um antiinflamatório indicado para o tratamento de artrite – de 100 miligramas. Também ficará suspensa por 90 dias a venda do Prexige de 400 miligramas. O anúncio foi feito hoje (22) pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello.

A decisão foi tomada devido ao aumento recente do número de notificações de pacientes que apresentaram reações adversas após o consumo do Prexige. As reações mais comuns envolvem problemas gastro-intestinais, alergias e agravamento do quadro hepático.

O Prexige começou a ser comercializado no Brasil em 2005. Em janeiro de 2007 eram apenas 16 notificações, número que chegou a 211 em abril de 2008. Ainda não houve mortes, mas há registros de pelo menos 34 pacientes que ficaram em estado grave em virtude das reações adversas. Uma morte em São Paulo está sendo investigada para confirmar a suspeita de que possa ter ocorrido em razão do consumo inadequado do Prexige.

“As avaliações feitas com a versão de cem miligramas demonstraram que o tratamento com esse medicamento causava efeitos adversos cujo risco-benefício não é favorável ao paciente. Portanto, esse cancelamento é irrevogável”, disse o diretor-presidente da Anvisa.

Mello informou que no Brasil o Prexige usado com mais freqüência é o de 400 miligramas, indicado para intervenções agudas. Com a suspensão da sua comercialização por 90 dias, a Anvisa pretende fazer uma revisão das regras de uso para todos os medicamentos da família “Cox-2”: Celebra, Arcoxia e Bextra. Uma decisão comum será adotada em agosto pela agência.

O diretor-presidente da Anvisa também fez uma recomendação aos que consumiram ou ainda consomem os remédios atingidos pela restrição: “É importante que todos os pacientes que utilizam o medicamento procurem seus médicos para substituírem os tratamentos”.

O Prexige já era contra-indicado para pacientes com com problemas respiratórios , problemas renais graves, que foram ou seriam submetidos a cirurgia cardíaca “ponte de safena”. O medicamento já foi retirado dos mercados australiano e norte-americano.

O laboratório Novartis, fabricante do medicamento, terá que apresentar à Anvisa um cronograma de recolhimento do produto nas farmácias. Uma eventual desobediência se caracteriza como infração sanitária e pode acarretar multa.



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