Cassilândia, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

18/06/2011 13:36

Anvisa: debates reforçaram riscos de uso de emagrecedores; decisão sobre venda ainda não tem data pa

Paula Laboissière, Agência Brasil

Brasília – O painel internacional sobre a venda de emagrecedores no Brasil, realizado na semana passada, bem como as discussões anteriores sobre o assunto reforçaram a tese de que há falhas na segurança desses medicamentos e de que os riscos superam os benefícios. A avaliação é da técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Maria Eugênia Cury.

Em entrevista à Agência Brasil, a chefe do Núcleo de Investigação em Vigilância Sanitária explicou que o objetivo do último debate era promover a análise de aspectos técnico-científicos sobre os inibidores de apetite, capazes de sustentar uma decisão por parte da diretoria colegiada da Anvisa.

Segundo ela, ainda não há uma previsão para que a proibição seja ou não anunciada pela agência, mas a área técnica deve concluir um relatório de recomendação nas próximas semanas, realçando os riscos promovidos pelo uso dos medicamentos e, portanto, defendendo a retirada dos produtos do mercado brasileiro.

Sobre o embate em torno da eficácia dos remédios, Maria Eugênia destacou que eles deveriam ser capazes de tratar o problema da obesidade como um todo – e não apenas a perda de peso. Pessoas muito acima do peso, segundo ela, apresentam ou têm propensão a apresentar problemas cardíacos e pressão alta, situações que pode ser fatalmente agravadas por um emagrecedor. As entidades médicas, sobretudo os endocrinologistas, defendem o controle na venda dos medicamentos.

“Para poder controlar, você tem que saber. Eu vou dizer que o médico só pode prescrever para quem? Para qual situação? Essa deve ser a decisão final: qual a melhor forma para a população não ficar desassistida, mas bem protegida”, disse.

Antecipando a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já informou que, caso a proibição da venda dos remédios se confirme, vai recorrer à Justiça. O órgão defende o uso racional dos medicamentos e o estímulo a essa prática por meio de campanhas educativas voltadas para os profissionais de saúde e os pacientes.

“Se não existir consenso com a Anvisa e houver decisão unilateral no sentido de proibir o comércio dos inibidores, o caminho será recorrer à Justiça para garantir o direito de pacientes e de profissionais de uso desses medicamentos”, afirmou o CFM, por meio de nota. O CFM teme que a retirada dos emagrecedores provoque o surgimento de um mercado paralelo das substâncias que compõem os inibidores – a sibutramina, a anfepramona, o femproporex e o mazindol.



Edição: Lílian Beraldo


Repórter da Agência Brasil

Brasília – O painel internacional sobre a venda de emagrecedores no Brasil, realizado na semana passada, bem como as discussões anteriores sobre o assunto reforçaram a tese de que há falhas na segurança desses medicamentos e de que os riscos superam os benefícios. A avaliação é da técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Maria Eugênia Cury.

Em entrevista à Agência Brasil, a chefe do Núcleo de Investigação em Vigilância Sanitária explicou que o objetivo do último debate era promover a análise de aspectos técnico-científicos sobre os inibidores de apetite, capazes de sustentar uma decisão por parte da diretoria colegiada da Anvisa.

Segundo ela, ainda não há uma previsão para que a proibição seja ou não anunciada pela agência, mas a área técnica deve concluir um relatório de recomendação nas próximas semanas, realçando os riscos promovidos pelo uso dos medicamentos e, portanto, defendendo a retirada dos produtos do mercado brasileiro.

Sobre o embate em torno da eficácia dos remédios, Maria Eugênia destacou que eles deveriam ser capazes de tratar o problema da obesidade como um todo – e não apenas a perda de peso. Pessoas muito acima do peso, segundo ela, apresentam ou têm propensão a apresentar problemas cardíacos e pressão alta, situações que pode ser fatalmente agravadas por um emagrecedor. As entidades médicas, sobretudo os endocrinologistas, defendem o controle na venda dos medicamentos.

“Para poder controlar, você tem que saber. Eu vou dizer que o médico só pode prescrever para quem? Para qual situação? Essa deve ser a decisão final: qual a melhor forma para a população não ficar desassistida, mas bem protegida”, disse.

Antecipando a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já informou que, caso a proibição da venda dos remédios se confirme, vai recorrer à Justiça. O órgão defende o uso racional dos medicamentos e o estímulo a essa prática por meio de campanhas educativas voltadas para os profissionais de saúde e os pacientes.

“Se não existir consenso com a Anvisa e houver decisão unilateral no sentido de proibir o comércio dos inibidores, o caminho será recorrer à Justiça para garantir o direito de pacientes e de profissionais de uso desses medicamentos”, afirmou o CFM, por meio de nota. O CFM teme que a retirada dos emagrecedores provoque o surgimento de um mercado paralelo das substâncias que compõem os inibidores – a sibutramina, a anfepramona, o femproporex e o mazindol.



Edição: Lílian Beraldo


Repórter da Agência Brasil

Brasília – O painel internacional sobre a venda de emagrecedores no Brasil, realizado na semana passada, bem como as discussões anteriores sobre o assunto reforçaram a tese de que há falhas na segurança desses medicamentos e de que os riscos superam os benefícios. A avaliação é da técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Maria Eugênia Cury.

Em entrevista à Agência Brasil, a chefe do Núcleo de Investigação em Vigilância Sanitária explicou que o objetivo do último debate era promover a análise de aspectos técnico-científicos sobre os inibidores de apetite, capazes de sustentar uma decisão por parte da diretoria colegiada da Anvisa.

Segundo ela, ainda não há uma previsão para que a proibição seja ou não anunciada pela agência, mas a área técnica deve concluir um relatório de recomendação nas próximas semanas, realçando os riscos promovidos pelo uso dos medicamentos e, portanto, defendendo a retirada dos produtos do mercado brasileiro.

Sobre o embate em torno da eficácia dos remédios, Maria Eugênia destacou que eles deveriam ser capazes de tratar o problema da obesidade como um todo – e não apenas a perda de peso. Pessoas muito acima do peso, segundo ela, apresentam ou têm propensão a apresentar problemas cardíacos e pressão alta, situações que pode ser fatalmente agravadas por um emagrecedor. As entidades médicas, sobretudo os endocrinologistas, defendem o controle na venda dos medicamentos.

“Para poder controlar, você tem que saber. Eu vou dizer que o médico só pode prescrever para quem? Para qual situação? Essa deve ser a decisão final: qual a melhor forma para a população não ficar desassistida, mas bem protegida”, disse.

Antecipando a decisão da diretoria colegiada da Anvisa, o Conselho Federal de Medicina (CFM) já informou que, caso a proibição da venda dos remédios se confirme, vai recorrer à Justiça. O órgão defende o uso racional dos medicamentos e o estímulo a essa prática por meio de campanhas educativas voltadas para os profissionais de saúde e os pacientes.

“Se não existir consenso com a Anvisa e houver decisão unilateral no sentido de proibir o comércio dos inibidores, o caminho será recorrer à Justiça para garantir o direito de pacientes e de profissionais de uso desses medicamentos”, afirmou o CFM, por meio de nota. O CFM teme que a retirada dos emagrecedores provoque o surgimento de um mercado paralelo das substâncias que compõem os inibidores – a sibutramina, a anfepramona, o femproporex e o mazindol.



Edição: Lílian Beraldo

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sexta, 15 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 14 de Dezembro de 2017
21:14
Loteria
10:00
Receita do dia
Quarta, 13 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)