Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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05/10/2012 11:30

Amplavisão, por Manoel Afonso

Manoel Afonso

‘JUS SPERNIANDI’ Diante das decisões do STF, os governistas insistem na teoria da conspiração das elites, insinuando um conluio entre a oposição, imprensa e judiciário. Querem repetir aqui as regras da censura argentina e venezuelana.

‘PERFIL ELEITORAL’ Valem hoje a visibilidade na mídia e o imediatismo. Não se leva em conta a trajetória, coerência e a própria história pessoal do candidato. Conta mais o discurso associado às imagens e o preparo de se esquivar.

CONIVÊNCIA Como pode um regime democrático conviver com a legislação eleitoral que já não atende aos reclamos compatíveis às necessidades atuais? Os governantes após a redemocratização não cuidaram disso, por medo e comodismo.

‘ENGRAÇADO’ A classe política, através do Congresso, e mesmo antes no período da Constituinte, priorizou assuntos irrelevantes. O mesmo ocorre até hoje nos Projetos de Emenda a Constituição, buscando espécie de remédios imediatistas.

MEMÓRIA Sarney sem clima/autoridade; Collor ignorou o diálogo com o Congresso e sucumbiu; Itamar priorizou a luta anti inflação. FHC foi a grande decepção e só mirou na reeleição. Lula governou com o Mensalão e ignorou as reformas.

O ELEITOR Vem sendo insistentemente cobrado ao longo das eleições. Governo, partidos e instituições querem lhe dar através do exercício do voto, a responsabilidade para sanar todas as mazelas. É como se ele tivesse uma varinha mágica.

PERGUNTO: Mas os congressistas e os partidos políticos tem feito exatamente o que para aperfeiçoar o sistema eleitoral com a velha prometida reforma? Neste ponto, governistas e oposicionistas se confundem e convivem harmonicamente.

TRUNFO A instituição das tais Medidas Provisórias passou a ser considerada carta na manga do Governo. Aliás, ainda na oposição, os atuais governantes gritavam e protestavam quando FHC usava deste recurso para aprovar seus projetos.

MANOBRAS Dirigentes partidários querem o mando, o passaporte das vantagens. A questão do nível da representatividade da sigla, é irrelevante. Esses critérios inibem personagens ilustres, mas atraem figuras caricatas, despreparadas.

A MÍDIA mostra candidatos ridículos/debochados em busca de um mandato. Caso os partidos se pautassem pela seriedade, adotariam outros critérios seletivos. Essa contaminação na base da ‘pirâmide’ é ruim, é muito próxima do eleitor.

INSISTO: É como exigir que o eleitor faça uma ‘vitamina’ dando-lhe frutas ruins. Nestas horas a democracia é mera ilusão. Se os partidos não priorizam bons nomes, o eleitor vota mais por indução, sem nenhuma ou pouca convicção.


CAPITAL Nunca se viu campanha eleitoral tão pálida como essa. “Culpa das regras eleitorais” – diriam alguns. Calma lá! Não é bem assim. A responsabilidade maior deste quadro deve ser atribuída aos próprios candidatos e respectivos partidos.

MESMICE Como empolgar se todos os postulantes batem naquelas teclas conhecidas, usando as velhas formulas? O último debate na TV mostrou isso. Continuação do morno horário eleitoral. A abordagem, repetitiva e direcionada.

O DEBATE não proporcionou o fator convencimento ao eleitor. Ele teria aí a grande chance de analisar o preparo de cada um deles, comparando o conteúdo da exposição ao seu currículo como homem público. Conteúdo não é ‘oba oba midiática’.

PROJEÇÕES Dizem que o segundo turno seria uma nova eleição. O retrovisor de eleições em vários locais mostra a possibilidade de entendimentos, alianças e acordos entre derrotados e vencedores. É a famosa mesa de negociações.

CUIDADOS Não deve faltar aos dirigentes partidários nestas costuras. Afinal o eleitor pode estar atento aos detalhes e se sentir no direito de votar segundo sua convicção pessoal, independentemente das tratativas de cúpulas/caciques.

BRASIL Os cenários em várias capitais mostram que o fator Lula perdeu parte de sua luminosidade. Pode ser o início da exaustão do PT - envelhecido e desgastado pelo tempo e os escândalos na pauta de julgamentos do STF.

REFLEXOS Não se pode generalizar as consequências deste pleito com as eleições de 2014. Em cada capital, em cada Estado uma realidade e projeções próprias. Mas em tese, prefeitos e vereadores, podem ser bons cabos eleitorais. Podem...

A SORTE está lançada. Perder ou ganhar! Mas o eleitor às vezes é guiado inconscientemente mais por sinais do que por propostas/ partidos. No fundo, entende que promessa é aceno de esperança. Foi assim com Collor...
“De uma vez por todas, é preciso que no Brasil, a lei valha para todos”. (R. Gurgel)


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