Cassilândia, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

10/02/2010 17:08

Amorim: contrarretaliação ao Brasil deixaria EUA à margem de negociações internacionais

Renata Giraldi, Agência Brasil

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje (10) que, se o governo dos Estados Unidos concretizar a ameaça de impor uma contrarretaliação ao Brasil, os norte-americanos incorrerão em um erro. O governo Barack Obama adotaria a medida em reação ao anúncio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), que aprovou ontem (9) uma lista de produtos americanos que sofrerão retaliação comercial do Brasil.

“Se um país fizer isso [contrarretaliação], estará à margem das negociações internacionais”, afirmou o chanceler brasileiro. “Nosso objetivo não é criar problemas com os Estados Unidos ou qualquer outro país.”

Amorim disse que o Brasil segue orientação da Organização Mundial do Comércio (OMC), definida no ano passado. A OMC autorizou o Brasil a retaliar os Estados Unidos em até US$ 830 milhões. A decisão é motivada pelos subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos produtores de algodão.

Porém, o chanceler afirmou que embora o governo brasileiro siga as normas da OMC, ainda há disposição para negociar com os Estados Unidos. “Não estamos fechados para as negociações. Temos de tentar conversar. Essa é a nossa disposição.”

Até 1º de março, a lista especificando os produtos norte-americanos que serão retaliados ficará pronta, segundo a secretária executiva da Camex, Lytha Spíndola. No total, o valor atingirá US$ 560 milhões. A retaliação ocorrerá por meio de reajustes na tarifa de importação de até 100 pontos percentuais. Dessa forma, um produto norte-americano que paga 12% para entrar no país passaria a pagar 112%.

Em consulta pública realizada no final do ano passado, a lista dos produtos que sofrerão retaliação incluía 222 itens, no valor total de US$ 2,7 bilhões. Porém, em reunião realizada ontem (9), decidiu-se reduzir o valor e o número de produtos reajustados. Ainda não há data para a medida entrar em vigor.

A Camex, que analisa o assunto, é o órgão de instância máxima de deliberação do governo federal no que se refere a comércio exterior. A câmara é integrada por representantes da Casa Civil e dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, Relações Exteriores, Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Desenvolvimento Agrário.



Edição: Nádia Franco

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Quarta, 13 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Terça, 12 de Dezembro de 2017
20:48
Loteria
Segunda, 11 de Dezembro de 2017
20:42
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)