Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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22/04/2014 16:32

Amiga não sabia se Bernardo estava morto ao ser enterrado, diz delegada

G1

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (22), a delegada Caroline Virginia Bamberg, responsável pela investigação da morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, afirmou que a assistente social Edelvania Wirganovicz, amiga da madrasta do garoto, não tinha certeza se a criança estava morta quando foi enterrada em uma cova dentro de um matagal na cidade gaúcha de Frederico Westphalen. Edelvania está presa desde a semana passada, após ter apontado o local onde estava o corpo de Bernardo. A madrasta, Graciele, e o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, também estão detidos preventivamente, por serem considerados suspeitos do crime.


"Ela [Edelvania] disse que não tinha certeza se a criança estava morta", disse a delegada na coletiva, em Três Passos, onde a família mora. Segundo Caroline, Bernardo foi morto por uma injeção letal, o que ainda precisa ser confirmado pela perícia. A delegada destacou que a necropsia ainda não revelou o medicamento que teria causado a morte da criança, razão pela qual o resultado da perícia será muito importante. Bernardo estava desaparecido desde o dia 4 e foi localizado no dia 14.

Caroline ressaltou que não confia totalmente nos depoimentos obtidos, e que a polícia tem o dever de investigar e provar as acusações. "Não levo a pau e ferro nenhum depoimento, não sei se essa versão é verdadeira", disse. "O próximo passo é estabelecer a conduta de cada um dos três, e depois a motivação deles."

As investigações seguem em sigilo por determinação da Justiça. "O que for prejudicar a investigação, não vamos passar. O meu interesse é que a investigação corra normalmente", afirmou a delegada.

Volta às aulas
Na manhã desta terça-feira, as aulas no Colégio Ipiranga, onde Bernardo estudava, voltaram. A fachada da escola virou um painel de protestos e homenagens.
Uma psicóloga especializada foi contratada para auxiliar os alunos. No primeiro horário da manhã, as crianças foram convidadas a fazer uma reflexão. Junto, o grupo fez uma oração e vai escrever uma carta projetando sua vida para o próximo ano.

Entenda o caso
Bernardo foi visto pela última vez às 18h do dia 4, quando ia dormir na casa de um amigo, a duas quadras da residência da família. No dia 6, o pai do menino disse que foi até a casa do amigo, mas foi comunicado de que o filho não estava lá nem havia ido ao local nos dias anteriores.

No início da tarde do dia 4, a madrasta do garoto foi multada por excesso de velocidade. A infração foi registrada na rodovia ERS-472, em um trecho entre os municípios de Tenente Portela e Palmitinho. A mulher trafegava a 117 km/h e seguia em direção a Frederico Westphalen. O Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM) disse que ela estava acompanhada de Bernardo.

"O menino estava no banco de trás do carro e não parecia ameaçado ou assustado. Já a mulher estava calma, muito calma, mesmo depois de ser multada", relatou o sargento Carlos Vanderlei da Veiga, do CRBM. A madrasta informou que ia a Frederico Westphalen para comprar um televisor.

O pai da criança registrou o desaparecimento do filho no dia 6, e a polícia então começou a investigar o caso. No dia 14, o corpo de Bernardo foi localizado em Frederico Westphalen. A delegada disse que a polícia tem certeza do envolvimento do pai, da madrasta e da amiga da mulher no sumiço do garoto, mas resta esclarecer como se deu a participação de cada um deles. O advogado do pai afirmou que seu cliente é inocente.

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