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23/12/2010 12:27

Alexandre Prado: Mais uma retrospectiva

Alexandre Prado

Estive dando uma olhada nos sites ao redor do Brasil para constatar uma grande verdade: quase todos têm as suas retrospectivas 2010. Inclusive o cassilandianews, muito bem escrito pela Bruna. Em visita ao site do jornal Zero Hora, do Rio Grande do Sul, notei que se falava pouco em política e muito em futebol. Em outro balanço de 2010, da região do noroeste paulista, chamava a atenção os acidentes na rodovia Euclides da Cunha. E assim por diante, cada um fazendo a sua retrospectiva 2010. Lendo tudo isso, resolvi fazer a minha.

Os fatos mais importantes de 2010 não se referem ao esporte e sim à política. Nossos deputados terem aumentado seus salários em mais de 100% no apagar das luzes do ano de 2010 nem assusta mais. Aos olhos do povo, o congresso não existe. Se por isso mesmo fazem aquilo que querem, acabam por prejudicar outros. Com o efeito cascata, as assembléias estaduais e as câmaras de vereadores também têm direito ao aumento, não nas mesmas proporções. Difícil imaginar que um cargo inútil como o de vereador possa ser tão bem remunerado, mas são coisas da política.

No outro extremo nosso amigo/palhaço Tiririca adentrou ao Congresso Nacional e já disse a boa: “tive sorte”, quando perguntado sobre o mesmo aumento. A eleição do palhaço foi mesmo uma palhaçada, no picadeiro armado pelo mensaleiro Valdemar Costa Neto, assustado com a hipótese de não ter um puxador de votos em sua coligação proporcional. Outros deputados eleitos, como ex BBB’s, ex-jogadores de futebol e afins precisam de mais 15 minutos de fama. Nada melhor que esses longuíssimos minutos sejam pagos por nós.

Ia me esquecendo, mas em 2010 tivemos a eleição de primeira presidente da história do nosso país. A coisa boa: ninguém estranhou o fato de termos uma presidente, o que mostra um certo amadurecimento da população em relação ao sexismo. A coisa ruim: não houve discussão dos principais problemas do país. A presidente eleita escondeu durante toda a campanha o problema mais grave de nosso país: a dívida pública. Esta dívida consome mais de 50 bilhões de reais por ano só em juros, e hoje ela está em 1,3 trilhão de reais. Os gastos excessivos do governo federal, o baixo nível do investimento e políticas assistencialistas vão frear o crescimento de nosso país. Nestes termos, não somos sustentáveis.

E por último, falando da cidade da qual tenho grande carinho e ainda guardo bons amigos, pelas notícias que recebi e segundo as pessoas com as quais conversei, Cassilândia ainda não encontrou seu caminho. O Papai Noel de barba suja na praça é apenas um símbolo, a ponta do iceberg. O que não há na cidade, desde o primeiro momento, é união. Nunca houve. O que se vê são ressentimentos e vaidades por parte do executivo e do legislativo. Nunca se uniram, nunca pensaram na cidade, mas sim em seus próprios umbigos e vivem de atender pedidos de seus padrinhos. Ainda pode se esperar uma melhora, mas será que depois de dois anos ainda há mesmo espaço e vontade pra isso? A conferir.

No mais, tudo de irrelevante que aconteceu em 2010 vamos guardar na memória, como o título do Fluminense no Brasileirão e a conquista do vôlei masculino na Itália. Não muda nada para nós, ao contrário da política que nos influencia diretamente e pode nos proporcionar muita tristeza, mesmo que seu time do coração tenha se sagrado campeão.

Um abraço. Feliz Natal e Ótimo Ano Novo.

Alexandre Prado, é professor e reside em Jales.






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