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15/12/2004 06:04

Alergia: Crianças com mielomeningocele têm taxa elevada

Agência Notisa

Contato freqüente e precoce com o material faria organismo do paciente desenvolver hipersensibilidade.

Diversos estudos já relataram o desenvolvimento de alergia ao látex devido ao contato freqüente com o material, principalmente em profissionais ligados à área de saúde (médicos, enfermeiros e dentistas). Hoje, a população de maior risco é o de crianças com mielomeningocele (MMC), em função de seu contato precoce com luvas, cateteres, tubos nas diversas cirurgias que realizam ao longo de seu tratamento. Apesar de estranho, muitos pesquisadores têm associado esta hipersensibilidade a frutas como pêssego, abacate e kiwi. Estudo realizado no Rio de Janeiro, interessado em investigar esta relação (látex-fruta), identificou que 46,6% (14/30) das crianças com MMC possuíam sensibilidade ao látex e 13,7% (4/29) à banana, números considerados elevados pelos pesquisadores.

Ao todo foram 33 crianças, 12 meninos e 21 meninas, de 0 a 12 anos e com baixo padrão sócio-econômico. Todas foram submetidos a pelo menos duas cirurgias, mas 10 chegaram a ser operadas mais de cinco vezes. Dentre os participantes, 12,1% relataram reações, como a urticária à borracha e 6,1% alergia alimentar, sobretudo ao inhame. A pesquisa, realizada pelo Instituto Fernandes Figueira, pertencente à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), se baseou na análise do sangue coletado (Imunoglobina E) e em questionários aplicados aos pais e responsáveis. A maior parte do grupos estudado tinha até 10 anos, sendo um terço de 2 a 4 anos. “Observamos que estas famílias não somente desconhecem a alergia ao látex, como também ignoram que se encontram no principal grupo de risco desta doença”, afirmam os pesquisadores em artigo publicado na Revista da Associação Médica Brasileira (v. 50 n.1).

Descrita pela primeira em 1927, na Alemanha, só recentemente a alergia ao látex tem sido relacionada a outras alergias, como às frutas. Segundo Carlos Loja, chefe do Serviço de Alergia e Imunologia do Hospital dos Servidores do Estado-RJ, “isso ocorre porque tanto o material quanto alguns alimentos teriam proteínas em comum, o que geraria uma reação cruzada”.

Marta Machado e sua equipe, responsáveis pela pesquisa, associam a baixa faixa etária do grupo estudado às dificuldades de acesso aos hospitais. “As dificuldades de transporte das crianças mais velhas, incapazes de andar, sem disponibilidade de cadeiras de rodas, podem justificar esta observação”, afirmam. Na opinião dos pesquisadores, esta realidade pode ter interferido no resultado do estudo, pois “quanto maior a faixa etária, maior a probabilidade de exposição e, conseqüentemente, de sensibilização”.

Uma alternativa que beneficiaria tanto o médico quanto o paciente, citada por Carlos Loja, seria a utilização de produtos à base de outros materiais. “Além disso, hoje, existe tratamento (para a alergia): vacinas orais que podem resolver o problema”, diz ele.


Agência Notisa (jornalismo científico - science journalism)

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