Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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28/10/2005 10:05

Alarde é maior que a crise, dizem produtores e bolsa

Fernanda Mathias/Campo Grande News

O alarde instalado no País supera a própria crise gerada em função dos focos de febre aftosa, até o momento restritos à área de isolamento, que abrange raio de 25 quilômetros, no extremo Sul de Mato Grosso do Sul, dizem os pecuaristas, deputado e consutores. O reflexo disso ocorre na prática, com quedas repentinas na bolsa e negócios emperrados em todo o Estado e no País.

O consultor da TBC, corretora que opera com BM&F (Bolsa de Mercadorias Futuros), em Ribeirão Preto, Henrique Benedini, afirma que o mercado é muito sensível às informações, sejam elas oficiais, oficiosas ou mesmo boatos. Uma prova disso é que na sexta-feira em que foi divulgada a suspeita de febre aftosa no Paraná os negócios estavam com R$ 1,50 de alta e quando a notícia foi divulgada acabou fechando com R$ 2,00 de baixa. Na segunda-feira de manhã a cotação atingiu R$ 51,00, com limite de baixa de 3,5%, devido às notícias de suspeitas de focos no interior paulista e desde então, sem a confirmação desta suspeita e sem o resultado dos exames em animais do Paraná os negócios têm fechado com alta todos os dias, estando hoje na casa de R$ 55,80 a arroba para novembro.

Na avaliação do presidente da ASCN (Associação Sul-mato-grossense dos Criadores de Nelore), Ulysses Serra Neto, as informações truncadas sobre os focos de febre aftosa e confusões entre suspeitas e casos confirmados da doença estão gerando um clima de alarmismo entre os produtores, que acabam não tendo a real dimensão do problema. Ele defende que o governo deveria uniformizar a Comunicação Social e sistematizar as informações através de uma voz oficial para não haver informações controversas.

O proprietário da Firmaza, Luiz Nasser, lamenta o cancelamento da Expoinel MS, que seria realizada em Campo Grande de 10 a 20 de novembro, para o qual a empresa preparou a oferta de animais de TE (Transferência de Embriões) ao longo do ano, e diz que sente pelos prejuízos gerados a partir de boataria e especulações.

O deputado estadual Zé Teixeira (PFL) reclama que as notícias “fabricam focos”. O deputado afirma que o número de focos confirmado não é de onze, e sim dois. “Temos a doença em dois municípios e estão controlados, um em Japorã e um em Eldorado. O que pode existir é aftosa 11 propriedades, mas os focos são dois em um raio de menos de 25 quilômetros”, diz. Outro questionamento que faz é relacionado à liberação dos recursos para indenização, de R$ 16 milhões.

“O governo não cita a fonte e o produtor rural fica na dúvida se vai ou não receber”, diz. Para Zé Teixeira a questão deve estar equacionada em no máximo duas semanas, com a perspectiva de retomada de exportações em seis meses a partir do sacrifício dos animais. “O Estado está cumprindo todas as exigências feitas por organismos internacionais”, diz. Além disso, acrescenta, a incidência só está ocorrendo em 2% dos animais das áreas afetadas, resultado da eficiência da vacinação.

O governo tem garantido que os casos de aftosa, por enquanto confirmados apenas em Eldorado e Japorã, são isolados e que o rebanho do Estado tem imunização acima da média nacional, de mais de 98% nas últimas campanhas. As ações na área de isolamento que envolve os municípios de Iguatemi, Itaporã, Eldorado, Mundo Novo e Japorã, envolvem o controle de tráfego de veículos e barreiras para desinfecção. Ao todo 300 pessoas estão envolvidas. Os animais suspeitos, antes mesmo da confirmação de exames, são sacrificados para que o controle seja mais efetivo. A febre aftosa atinge animais de cascos partidos e não atinge o homem. Causa perdas de produtividade no rebanho.

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