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21/11/2003 14:01

Águas poluídas transportam microrganismo pelo mundo

Agência Brasil/ABr

A professora Irma Rivera, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) apresentou ontem no Congresso Brasileiro de Microbiologia, em Florianópolis (SC), estudo das águas de lastro utilizadas por embarcações de grande porte. Segundo os especialistas, a água de lastro pode ser um sério problema ambiental, uma vez que transferem um grande volume de microrganismos de uma região para outra.

“Precisamos mapear os portos brasileiros do ponto de vista microbiológico. São áreas que apresentam riscos em potencial”, disse Irma Rivera. Segundo ela, o grupo de estudo que ela lidera já enviou à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) um documento que alerta sobre a importância de se espalhar essas pesquisas com águas de lastro para outras áreas do mundo.

O Víbrio cholerae, por exemplo, é endêmico de regiões da África e da Ásia. Para Irma, esse microrganismo, causador da cólera e presente em ambientes aquáticos, pode ser introduzido em outras partes do mundo pela águas de lastro transportadas no tanque dos navios. “Esses reservatórios têm a capacidade de introduzir patogenias em determinadas regiões portuárias, além de microrganismos exóticos”, disse.

O grupo do ICB começou um estudo com sete portos nacionais. Grandes concentrações de Salmonella foram identificadas nas regiões dos portos de Belém (PA) e de Recife (PE), por exemplo. Se o agente causador da cólera ainda não apareceu nos estudos, isto não significa que ele não esteja presente no meio ambiente portuário. “O surto de cólera em Paranaguá, em 1999, pode estar relacionado com as águas de lastro”, lembrou Irma.

A professora Dolores Mehnert, também do ICB, desenvolve um estudo que pode resultar na criação de ferramentas para a investigação de águas de esgoto e de córregos poluídos. “Estamos propondo que o adenovírus seja usado como indicador de contaminação aquática”, disse Dolores no congresso de Florianópolis. De acordo com ela, esses microrganismos são bons indicadores ambientais porque mostram uma forte resistência à cloração e também aos processos de limpeza realizados a partir de radiação.

Estudo feito por um grupo liderado por Dolores mostrou que o adenovírus está presente, em todas as épocas do ano, de forma importante nas águas de esgoto e nos córregos da cidade de São Paulo. “É um risco muito grande para a população. Esse vírus é responsável pela maioria dos casos de gastroenterite aguda infantil”, informou. O objetivo dos pesquisadores é mapear a presença do adenovírus no meio ambiente paulista para que se saiba melhor como se proteger deles. (Agência Fapesp)

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