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12/12/2004 07:12

Agropecuária é setor que mais incrementa PIB de MS

Marta Ferreira e Marina Miranda / Campo Grande News

Os dados comparados do PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso do Sul entre 1998 e 2002, ano da última pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada na segunda semana de dezembro, comprovam o peso da agropecuária na economia estadual e revelam o quanto o Estado é dependente do setor.
No intervalo de cinco anos entre 98 e 2002, a agropecuária foi o único setor que apresentou crescimento na composição do PIB, que equivale à soma de tudo o que o Estado produziu em riquezas. Em 98, o campo representava 25% do que o Estado conseguia produzir. Em 2002, esse percentual aumentou para 33%, um acréscimo de mais de 30% na fatia do bolo e nada menos que R$ 4,59 bilhões em riquezas, de um total de R$ 15,3 bilhões do PIB. O crescimento na participação aumentou ano a ano, sem interrupção, diferentemente de outros setores, onde houve oscilações.
A indústria, por exemplo, viveu numa gangorra no período em questão, considerando a composição do Produto Interno Bruto (11,7% em 98, 10,7% em 99, 12% em 2000, 11% em 2001 e 10,3% no ano seguinte).
A construção civil também viveu um sobe-desce no índice de participação do PIB. Era de 10,1% em 98, caiu para 8,6% em 99, voltou à casa dos 10,1% em 2000, descendo para 9,2% no ano seguinte, percentual mantido em 2002.
Os dados estratificados do PIB apontam também que a administração pública ainda é um setor com muito peso na economia estadual, embora tenha perdido participação ao longo dos cinco anos citados. É o segundo percentual depois da agropecuária.
Em 1998, o poder público, que inclui a administração pública e a seguridade social, gerava 17% das riquezas do Estado. De lá para 2002, houve queda ano a ano: para 17,4% em 99; 15,3% em 2000, chegando a 14%. Um ano depois, esse índice diminuiu para 13,7%, um decréscimo de 3,3 pontos percentuais.
O comércio, que sempre foi considerado outro setor forte na economia sul-mato-grossense, na pesquisa do PIB aparece com uma presença menor que a indústria, a administração pública e a construção civil. Na seqüência entre 98 e 2002, o comércio aparece, respectivamente, com 9,4%, 8,9%, 9,0%, 8,4% e 9,2%.
Justamente pelo peso tão grande da agropecuária é que, neste que não foi um ano bom para a produção agrícola, por causa da quebra de safra, Mato Grosso do Sul enfrentou uma forte desaceleração do crescimento do PIB. A alta, que havia sido de 8,1% em 2001, a maior do País, despencou para 1,9% no ano seguinte, o sétimo pior desempenho entre os estados brasileiros.
O economista da Seplanct (Secretaria de Planejamento, Ciência e Tecnologia), Eliandras Pereira Saldanha, acredita que pode ser “perigoso” só um segmento ter grande peso na economia do Estado. “Esse setor cria uma grande demanda, quando está crescente agrega vários segmentos, mas quando cai leva vários com ela”, observa.
Saldanha não considera essa queda alarmante. “Entendo que não foi ruim, até porque não é uma tendência, claro que respinga em outros segmentos, mas se você olhar no conjunto da economia e comparar o resto do Brasil vai ver que a participação do Estado no PIB nacional reduziu pouco de 1,15% para 1,14% nesse período”.
Saldanha lembra que a agropecuário é estratégica e importante para MS, além de ajudar o Estado a atrair outros setores, como o industrial. Para o economista, o governo tem de continuar investindo na agropecuária, mas deve ter políticas que visem diversificar a base econômica sul-mato-grossense. “O setor primário é de extrema importância, ele é que atrai as indústrias, a indústria vem onde tem matéria prima”.

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