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04/09/2004 09:24

Aftosa: Ministério libera R$ 400 mil para MS

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, anunciou ontem (03/09), durante a feira internacional Expointer, em Esteio (RS), a liberação de R$ 400 mil para o controle da febre aftosa na fronteira do Mato Grosso do Sul. Os recursos servirão para ações de vigilância do Exército Brasileiro na fronteira a fim de garantir a manutenção do status de livre de doença na região. “Tomamos a decisão política de fazer a proteção sanitária do Mato Grosso do Sul para evitar a qualquer custo a entrada da doença em território brasileiro”, disse Rodrigues.

Em agosto, o Paraguai registrou a ocorrência de casos de rinotraqueíte, uma doença infecciosa que afeta o sistema respiratório dos animais. Por isso, os municípios sul-matogrossenses de Sete Quedas, Paranhos, Coronel Sapucaia e Aral Moreira iniciaram a vacinação de reforço contra a febre aftosa num rebanho de cerca de 250 mil bovinos. A doença apresenta sintomas semelhantes aos das enfermidades vesiculares, o que reforçou a decisão de fazer uma nova imunização nos animais próximos da fronteira com a Paraguai.

Sisbov – O ministro Roberto Rodrigues reforçou ainda a necessidade de manter o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov). “A rastreabilidade será mantida a qualquer custo”, afirmou. “Vamos garantir a certificação e origem de nossos produtos. E não apenas para a carne bovina, porque em breve o mundo não aceitará nenhum produto sem alguma forma de certificação e rastreamento”.

O ministro garantiu que o Sisbov será um instrumento para aumentar a renda dos produtores brasileiros. “Não posso permitir que uma ação represente perda para o produtor. O animal não-rastreado não pode valer menos que o rastreado, mas ao contrário: o animal rastreado tem que valer mais. Parece um jogo de palavras, mas não é”, afirmou. “Não serei escudo para tirar renda do produtor em hipótese nenhuma. Tampouco serei guarda-chuva para cartórios num processo tão importante e relevante para defesa sanitária”.

Defesa – Rodrigues informou ainda que o Ministério da Agricultura terá um reforço no orçamento para a defesa agropecuária no próximo ano. “Temos a garantia de R$ 152 milhões para 2005, mas podemos elevar ainda mais o orçamento numa parceria com o Congresso Nacional”, disse. Segundo ele, não basta apenas o trabalho do governo federal na questão sanitária. “Vamos colocar gente para levar isso adiante com a recente contratação de 200 fiscais e 450 agentes de inspeção sanitária. Mas precisamos rever o modelo de defesa agropecuária. Talvez o caminho seja deixar com o governo a auditoria de um modelo mais moderno, consistente e eficiente para avançar e garantir mercados”.

Rodrigues acredita que haverá um gradual aumento das barreiras não-tarifárias. “Não há dúvida disso”, afirmou. Por isso, o ministro alerta que o combate à febre aftosa, por exemplo, necessita de uma ação mais ampla no continente. “Não basta só a preocupação do Brasil. Temos que fazer uma ação continental. Em função disso, o presidente Lula decidiu liderar um processo político para eliminar a aftosa do continente sul-americano”, disse. “Mas precisamos ter clareza neste assunto. Parceria, entedimento e articulação são fundamentais para eliminar a aftosa da América do Sul. Temos um programa de convencimento da população do Norte do país sobre a necessidade de uma ação privada conjunta com os governos”.

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