Cassilândia, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

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01/02/2007 23:16

Aftosa: foco na Bolívia faz MS ampliar vacinação

A descoberta de pelo menos três focos de febre aftosa no rebanho da Bolívia - em Cañadas, Swist Current e Porisaqui - levou o governo de Mato Grosso do Sul a ampliar a vacinação extra contra a doença programada para o mês de fevereiro. Bovinos e bubalinos de qualquer idade criados nos municípios de Ladário e Corumbá, localizados à margem direita do rio Paraguai, devem ser imunizados.

A vacinação deve contemplar áreas inundadas ou de risco, assentamentos, distritos e reservas indígenas, além da periferia dos municípios. A determinação é da Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do Mato Grosso do Sul (Iagro).

A programação inicial era vacinar apenas animais de até 12 meses criados em fazendas de 14 municípios do Mato Grosso do Sul localizadas na fronteira. De acordo com o gestor de defesa sanitária animal do Iagro, Luciano Chiochetta, devem ser vacinados cerca de 800 mil animais durante a campanha de fevereiro. Para a vacinação extra, o Ministério da Agricultura doou um milhão de doses para o governo local.

Ele também comentou a situação na fronteira. "Além da vacinação, nós colocamos uma barreira fixa na fronteira com a Bolívia. Lá está sendo feita a desinfecção de todos os veículos que passam pela barreira", afirmou. De acordo com ele, 30 médicos veterinários foram deslocados para monitorar a situação na fronteira. Outros 120 funcionários trabalham na vacinação dos animais.


Planos

A descoberta da doença no rebanho da Bolívia pode atrapalhar os planos dos pecuaristas do Mato Grosso do Sul, que querem que o Estado volte a ser reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre da doença com vacinação. Para o diretor-técnico substituto da Superintendência Federal de Agricultura no Estado, Orasil Romeu Bandini, o ressurgimento da doença na Bolívia "corrobora para a desconfiança de que o Cone Sul é uma zona endêmica para a aftosa". "O foco acaba confirmando o que se imaginava", completou.

Ele lembrou que focos da doença foram registrados nos últimos anos "ora na Bolívia, ora na Argentina e ora no Brasil". O pedido do Mato Grosso do Sul para reclassificação sanitária foi apresentado na quarta, em Paris, à Comissão Científica da OIE, que tem até esta sexta para apresentar uma resposta prévia, de acordo com a assessoria de imprensa da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul).

A defesa do pedido do Mato Grosso do Sul foi feita pelo chefe da Comissão Técnica das Américas para a OIE, Jamil Gomes de Souza, que é diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura. Uma posição final da OIE sobre o pleito só será conhecida em maio. De acordo com Bandini, na reunião da comissão técnica os demais países podem fazer questionamentos sobre a situação sanitária dos rebanhos da região. São 167 os países-membros da OIE. "Nos comentários, o assunto pode vir à tona", comentou.

Para ele, o impacto inicial do reaparecimento da aftosa na Bolívia, após dois anos e meio sem registro da doença no país, pode ser danoso em termos comerciais. "Mas os países da região podem aproveitar a oportunidade para adotar medidas conjuntas para conter a febre aftosa", disse. Baldini afirmou que tecnicamente os países sabem como resolver o problema. "Falta uma decisão política", disse ele, citando que os países da região precisam investir recursos para controle e para capacitação profissional.

Como curiosidade, o diretor-técnico substituto contou que Brasil e Paraguai firmaram um convênio técnico para controle sanitário em 1969, mas que as medidas propostas no acordo ainda não saíram do papel. "O vírus da doença circula desde então e os convênios continuam sendo discutidos", afirmou. As notícias são que três focos de aftosa foram diagnosticados nesta semana na Bolívia.

Fonte: Estadão.com

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