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19/08/2013 07:21

Advogado diz que “o carro é anti mulher interesseira”.

Paula Maciulevicius, Campo Grande News
Osmar que leva tudo no bom humor já tirou a lição “o carro é anti mulher interesseira”. (Fotos: João Garrigó)Osmar que leva tudo no bom humor já tirou a lição “o carro é anti mulher interesseira”. (Fotos: João Garrigó)

Há exato um ano ele trocou o Uno que dirigia por uma Brasília verde. A substituição foi meio ‘forçada’, depois de bater o carro e ter perda total do veículo, o jeito foi andar de Brasília. “Verde. Porque eu tenho personalidade”, brinca o dono da relíquia, o advogado Osmar Cozzatti, 25 anos. Numa cidade onde as aparências valem e muito, assumir que dirige um carro 77 tem lá suas desvantagens, mas o jovem que leva tudo no bom humor já tirou a lição “o carro é anti mulher interesseira”.

Com o barulho do motor e escapamento na rua, quem conhece já sabe que é o Osmar da Brasília verde que deu partida no carro. O Lado B pegou uma carona no veículo e na história do rapaz que garante que consegue pegar mulher de Brasília.

“Não são todas que são interesseiras, apesar de a cidade ser vaidosa e isso ajuda a ter uma lábia melhor”, argumenta.

A Brasília veio parar nas mãos do jovem porque na época ele emprestou o dinheiro do seguro à família e em troca o pai disse que arrumaria um carrinho mais antigo ao jovem pra quebrar um galho, por ora, até ir melhorando e ele poder ajudar na compra de um carro novo.

Osmar só esperava que não fosse um Chevette, mas caiu na risada quando viu que o presente era uma Brasília e verde. “É um carro simbólico, que marca, o Osmar da Brasília verde”, brinca.

Com o barulho do motor e escapamento na rua, quem conhece já sabe que é o Osmar da Brasília verde que deu partida no carro.

Como todo carro antigo, pra não ofender a Brasília, o veículo já deixou o dono na mão várias vezes. E quem estava no banco do carona é que dava a verdadeira prova de amor ou amizade ao rapaz.

“Eu pedi pra minha namorada empurrar para eu colocar a correia. Já tive que pedir pra outras que eu estava ficando também, depois que o carro pegou eu falei entra aí e deixa eu te levar pra casa”, descreve.

Quando ele ficou solteiro, começou a perceber a dificuldade que a Brasília impunha e chegou a cogitar trocar de carro ou frequentar lugares onde as pessoas não tivessem certos interesses. Como um jovem eclético, o advogado diz que frequenta do Escobar da Federal à Pub.

“Tive amigos que eu dava carona que tiveram vergonha de andar, iam comigo na última opção. Campo Grande vive muito de aparências, a pessoa tem um carro melhor que o meu, o que não é difícil, mas não tem mais nada. Às vezes mora numa casa mais simples que a minha”, comenta.

Dos consertos mais simples a complexidade do motor, o rapaz fala que já entende de mecânica além da Brasília. Em casa, ele guarda maçanetas reservas de tanto já ficar literalmente na mão com elas.

A conversa de que carro velho era vantagem perante os ladrões foi por água abaixo. Osmar já teve a Brasília levada e o que mais indignou não foi nem o furto, mas a velocidade que os bandidos conseguiram chegar com ela. Dias depois, uma multa ‘denunciou’ que os rapazes andaram a 110 km/h. “Eu nunca consegui chegar a isso”, fala.

Dos amigos, mulheres até colegas de trabalho, Osmar já ouviu de tudo em relação à Brasília. “Gente que dizia na época que eu fui tirar OAB que advogado precisava ter carro melhor. Teve até um colega de trabalho que uma vez pediu carona porque não acreditava que eu dirigia uma Brasília”.

De Brasília verde 77, Osmar e os amigos vem combinando uma balada há um tempo já. “De um dia parar em frente da Pub, descer todo mundo da Brasília e entrar no camarote. Uma crítica irônica. Só que ninguém tem dinheiro pra pagar camarote ainda”, brinca.

Em um ano com o veículo, só teve uma vez que o advogado preferiu esconder num primeiro momento, que dirigia carro antigo. Numa saída com uma menina ele pegou o carro emprestado do chefe.

“Fiquei com medo de ela ficar meio assim. Mas fui contando aos poucos que eu gostava de carros antigos e para ela não ir se acostumando, porque o meu era uma relíquia. Ela levou numa boa. Às vezes o preconceito está dentro da gente”.

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