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06/09/2005 07:10

Adolescentes querem usar aparelho de dente

Agência Notisa

Pesquisa mostra que, apesar de cerca de 50% dos pacientes realmente necessitarem de tratamento ortodôntico, mais de 80% desejam cuidar da saúde bucal.



A prevalência de má oclusão dentária é alta, podendo interferir até mesmo na qualidade de vida da população. No entanto, há determinados tipos de má oclusão que não necessitam de tratamento ortodôntico, mas que devem ser levados em consideração pelos profissionais, já que podem influenciar a vida do paciente. Com o objetivo de determinar a prevalência da má oclusão em escolares com idade entre 10 e 14 anos residentes em Belo Horizonte (MG) e verificar o que contribui para a indicação de tratamento, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais resolveram fazer um estudo com 333 estudantes.



De acordo com artigo publicado na edição de julho/agosto de 2005 dos Cadernos de Saúde Pública, “a necessidade de tratamento ortodôntico é difícil de ser definida precisamente pelos profissionais porque os desvios da oclusão nem sempre são nítidos e de fácil identificação; ou seja, é difícil delimitar ‘oclusões aceitáveis’ e ‘oclusões inaceitáveis’. Na maioria das vezes, é a percepção do profissional que tem sido usada para definir a necessidade de tratamento ortodôntico”. No estudo, a coleta de dados foi realizada mediante exame clínico bucal e questionários dirigidos aos pais e aos adolescentes.



A prevalência de má oclusão foi de 62,0%. Os pesquisadores constataram também que o apinhamento dental foi o mais prevalente, seguido por overjet e espaçamento nos dentes anteriores. Dentes ausentes, mordida aberta anterior e sobressaliência mandibular foram as alterações menos encontradas. De acordo com eles, o tratamento ortodôntico foi considerado necessário em 52,3% dos escolares: “em 25,8% dos adolescentes, o tratamento foi considerado eletivo e, para a mesma freqüência de adolescentes, esse tratamento foi tido como altamente desejável e fundamental”.



A equipe observou, no entanto, que, apesar de o tratamento ser necessário em apenas 52,3% dos alunos, a maioria dos escolares relatou desejar ser tratado ortodonticamente, assim como os seus pais. Os pesquisadores explicam que o fato de os adolescentes participantes poderem ser encaminhados, sem qualquer custo financeiro, para tratamento na universidade pode ter influenciado o relato dos adolescentes pelo desejo de tratamento e o dos pais. Outro fator que pode ter influenciado o desejo de tratamento é a associação do uso de aparelhos fixos com ``status`` ou modismo”. Isso é confirmado pelo fato de 71,5% dos pais terem declarado que os filhos não estavam em tratamento devido ao alto custo do processo.



Dessa forma, a equipe alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas para a inclusão do tratamento ortodôntico entre os procedimentos de saúde acessíveis à população. “As dificuldades encontradas não podem servir como justificativa para a omissão e a desinformação dos profissionais envolvidos em programas de promoção de saúde e dos políticos responsáveis por representar os anseios da população”. Os pesquisadores também ressaltam a importância de os profissionais utilizarem aspectos subjetivos para indicar o tratamento, levando em consideração, por exemplo, o desejo dos pacientes.



Agência Notisa (jornalismo científico – science journalism)

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