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11/05/2016 15:27

Adenomiose: um dos perigos na gravidez tardia

Assessoria

Mulheres que têm filhos mais tarde, correm mais riscos de ter adenomiose, doença que afeta mais de 20% das mulheres e pode aumentar os riscos dos abortos espontâneos e até causar infertilidade. Maior tempo de exposição aos hormônios femininos explica porque esta doença atinge majoritariamente as mulheres que têm por volta de 40 anos de idade...

O útero das mulheres pode ser dividido em duas partes: o endométrio e o miométrio. Enquanto o endométrio é a parte do órgão em que o futuro embrião vai crescer, o miométrio é formado apenas por músculos e é o responsável por realizar as importantes contrações durante o trabalho de parto. Quando pedaços de endométrio, que deveriam ir embora do corpo com a menstruação, aparecem no miométrio provocando sangramentos dentro da camada muscular do músculo, se dá a doença conhecida como adenomiose.

As cólicas menstruais são resultados das intensas contrações do miométrio, que têm como objetivo expulsar do endométrio o material não utilizado mensalmente quando a mulher não engravida, através da menstruação. Caso a mulher apresente cólica intensa, grande fluxo e sangramento fora do período menstrual juntamente com dor durante o sexo, ela pode ter adenomiose. Segundo o médico especialista e diretor da Clínica Insemine, João Sabino da Cunha Filho, o mais indicado é que a mulher que apresenta algum desconforto como os citados acima, busque o auxílio de um médico para fazer os devidos exames de investigação. "Caso a mulher apresente dois ou mais dos sintomas, é aconselhado que ela busque um médico que indique os exames devidos e, caso se conclua que ela de fato possui adenomiose, faça o tratamento necessário", diz Sabino.

A adenomiose está relacionada a um maior risco de infertilidade pois sabe-se que as mulheres que apresentam esta doença têm mais riscos de abortar ou de ter o bebê prematuramente. Segundo o médico Sabino, a doença, através de contrações involuntárias e severas, pode acabar provocando abortos e a chance disto acontecer em pacientes com adenomiose existe do princípio ao fim da gravidez. "As mulheres com adenomiose podem perder o bebê logo nas primeiras semanas ou pouco antes do parto. Dependendo do nível de intensidade das contrações, muitas nem chegam a ter o feto desenvolvido pois ele não consegue fixar-se às paredes do útero sem que as fortes contrações o expulsem", conclui o médico.

O único tratamento 100% eficaz para a adenomiose é a retirada cirúrgica do útero, mas esta é uma opção tão radical que não tem muitas adeptas entre as mulheres portadoras da doença. Segundo o médico João Sabino, elas geralmente optam pela utilização de anti-inflamatórios para controlar as cólicas e pílulas anticoncepcionais para controlar a liberação de hormônios. "A maior parte das pacientes têm os sintomas da adenomiose aliviados a partir do controle com medicação. Mas muitas mulheres, principalmente aquelas que já têm filhos e não querem mais engravidar, optam também pela utilização do DIU ou pelo uso contínuo de anticoncepcionais, assim elas não menstruam e se veem livres das dores, muitas vezes severas, derivadas da doença", fala Sabino, que também comenta que, com a chegada da menopausa, a mulher também se vê livre da doença.

O importante é que a mulher procure um médico logo que detectar os primeiros sintomas, afinal, quanto mais cedo lhe for dado o diagnóstico pelo especialista, mais rápido será iniciado o tratamento e ela terá o desconforto dos sintomas aliviados .

Jornalista responsável:
Maria Carolina Castro dos Santos

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