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18/07/2007 07:13

Acusados de matar agente carcerário confessam crime

TJGO

Interrogados hoje pela juíza Carmecy Rosa Maria Alves de Oliveira, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, dois dos acusados de matar o agente carcerário Jeosadaque Monteiro e Silva Júnior em 8 de maio, em frente ao Instituto Ortopédico de Goiânia, no Setor Bueno, confessaram o crime enquanto um terceiro, também denunciado, negou qualquer participação no assassinato.

O fato ocorreu durante a fuga do preso Edson Rocha que está foragido e não compareceu à audiência. Foram interrogados, portanto, o auxiliar de comércio Patrick César Tobias Xavier, o estudante Éder Alves de Souza e o comerciante Guilherme Soares. O grupo é acusado de homicídio triplamente qualificado, roubo, formação de quadrilha, corrupção de menores e facilitação de fuga.

Durante a audiência, Guilherme disse que não participou do fato e, na ocasião, estava na casa do menor L. - que responde pelo crime perante o Juizado da Infância e da Juventude - com uma menina que, segundo ele, trabalhava com ajudante na casa do menor. Dizendo ter sido preso na companhia de Éder, afirmou estar apavorado com a situação e garantiu não compreender, até o momento, o motivo pelo qual está respondendo a ação penal. "Disseram que participei de um resgate. Acredito que eu estava no lugar errado, na hora errada. Normalmente eu emprestava o carro para Éder, sem perguntar-lhe para onde ia, pois ele sempre foi responsável com o carro", alegou. Guilherme comentou que tinha duas lojas e três funcionários no camelódromo. "Eu as perdi e estou devendo ao fornecedor porque estou impedido de trabalhar", comentou.

Sustentando a tese do comerciante, Patrick informou, logo no início do interrogatório, que embora o carro utilizado fosse de Guilherme, ele não teve qualquer participação no fato e sequer sabia do que se passava. Admitindo serem verdadeiras as acusações contra si, disse que no dia do fato se dirigiu na companhia de L. e Éder até o Instituto Ortopédico de Goiânia, tendo estacionado o carro duas ruas atrás local e caminhado até lá, ocasião em que encontraram Matrix.

Quando o veículo que transportava Edson chegou, estacionou na entrada de emergência e o reeducando saiu algemado e escoltado por quatro policiais. Na ocasião, L. e Matrix teriam, segundo relata, entrado no instituto enquanto ele e Éder ficaram do lado de fora. Alguns minutos depois, um tiro foi disparado dentro do estabelecimento e todos saíram correndo. "Cada um correu para um lado e quando entrei no carro constatei que duas armas haviam sido subtraídas de policiais. Só participei disso porque o Leandro garantiu que ia dar um bom dinheiro". Patrick afirmou não saber onde Edson se encontra atualmente.

Também confessando em parte o crime, Éder disse que participou da empreitada porque L. comentou com ele e Patrick que havia um preso para ser "arrebatado" e que o serviço renderia mais de R$ 10 mil e seria dividido entre os três. Segundo explicou, no dia do fato L., Éder, Patrick e ele ficaram parados na portaria do instituto como se ninguém se conhecesse. "Quando o camburão chegou com o Edson, eu e Patrick abordamos um policial e o mandamos deitar-se no chão, pegando sua arma. Momentos depois o Edson saiu correndo de dentro do hospital e ouviu-se um tiro. Nesse momento, quem estava lá dentro era só o Matrix", comentou.

Caso

De acordo com denúncia do Ministério Público (MP), Edson estava detido no complexo prisional de Aparecida de Goiânia quando um exame de rotina realizado entre os presos constatou uma lesão no antebraço dele e a necessidade de uma intervenção cirúrgica. Ao ser informado que o procedimento seria realizado no dia 8 de maio, no Instituto Ortopédico de Goiânia, Edson planejou sua fuga e entrou em contato com dois comparsas - até o momento identificados apenas como Japa e Matrix - pedindo-lhes para que conseguissem o auxílio de Patrick, Éder e Guilherme para a escapada.

Para tanto, Japa, Matrix e os três auxiliares se reuniram na residência do adolescente L. - que responde pelo crime perante o Juizado da Infância e da Juventude - e definiram os detalhes do plano de fuga, momento em que as tarefas foram divididas e distribuídas armas para cada um. No dia da cirurgia, os seis dirigiram-se ao hospital e executaram o plano quando Edson chegava ao local, escoltado por agentes carcerários. Conseguiram escapar levando Edson mas, na perseguição, houve troca de tiros, que resultou na morte de Jeosadaque, tendo a polícia conseguido, ao final, prender Patrick, Éder, Guilherme e L., que confessaram o crime. (Patrícia Papini)

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