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12/05/2006 18:25

Acadêmicos aprendem a fazer instrumentos alternativos

Bruna Girotto e Jucyelly Aredes

Chocalho feito com duas peneiras e grãos de feijão. Flauta produzida com garrafas de vidro. Som de sinos com potes de cerâmica e amassador de caipirinha. Acreditem: destes objetos é possível fazer música.

Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), alunos de Música têm no primeiro semestre, aula da disciplina “Acústica e Construção de Instrumentos”, ministrada pelo artista plástico e mestre em educação, Júlio Feliz. O professor escreveu o livro “Instrumentos Sonoros Alternativos – Manual de Construção e Sugestões de Utilização”, utilizado pelos acadêmicos para a produção de instrumentos, com materiais alternativos, como canos de PVC, madeira, barbantes, bambu e pedaços de ferro. Durante o semestre, os acadêmicos têm de criar no mínimo cinco instrumentos musicais.

Segundo Luciana, acadêmica de Música, os alunos se interessam e gostam de aprender a criar instrumentos. “Gosto muito de fazer, colocar a mão na massa, ou melhor, na madeira. Penso em até desenvolver um curso para ensinar às crianças.”

Há curiosidades sobre os materiais que Juscelino Cândido, técnico e operador de máquinas, ensina. “Madeira molhada não dá afinação. Tem de ser seca. Se molhar, mesmo depois de seca ela não vai funcionar, porque muda a afinação, o tom”. Juscelino trabalha com as máquinas mais perigosas para prevenir qualquer acidente entre os acadêmicos. “As máquinas mais perigosas são três: a tupia, que faz molde de ferro, a plaina, que possui três facas muito afiadas, e a serra circular esquadrejadeira, que é utilizada para cortar madeira”, conta. Todo cuidado com os alunos foi esquecido por ele. “Em casa, tenho uma pequena marcenaria. Perdi a ponta do dedo quando trabalhava com uma plaina.”

No início de maio, alguns acadêmicos produziram o xilofone, instrumento semelhante ao teclado, contudo mais rústico. “O som é produzido pela largura da madeira e o tamanho do cano”, explica Júlio. Os instrumentos produzidos durante o curso devem ser de corda, sopro e percussão. “Peço aos alunos que no final do semestre criem um instrumento. Não podem comprar pronto. Devem ir às lojas de variedades e escolher entre os objetos, aqueles que fazem sons, e podem formar um instrumento”.

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