Cassilândia, Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

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04/08/2004 13:02

A proposta de certificação mundial de turismo

Em um ano, Brasil deverá certificar 400 empreendimentos pelo PCTS com o que poderá ser um “Selo” mundial de turismo sustentável. Maior indústria do mundo, o turismo movimenta bilhões anualmente. No país, cerca de 90% do turismo ocorre nas áreas de domínio da Mata Atlântica, da qual restam apenas 7%.

A proposta de certificação mundial de turismo sustentável – inspirado em projetos semelhantes da Austrália e Costa Rica, por exemplo – será anunciada pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo CBTS – Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável e pelo PCTS – Programa de Certificação em Turismo Sustentável, na próxima semana, durante a realização do 1º FITS – Fórum Interamericano de Turismo Sustentável. O encontro é um dos eventos da 6ª edição da Adventure Sports Fair, maior feira de esporte e turismo de aventura da América Latina, entre os dias 7 e 11 de agosto, no Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera.



Com programação durante os dias 6 (exclusivo para o Fórum) e 7 de agosto, o 1º Fórum Interamericano de Turismo Sustentável – FITS reúne especialistas nacionais e estrangeiros no assunto. O evento, com quase 400 inscritos, debaterá temas de importância para o setor, como panorama da certificação ambiental, experiências internacionais e políticas públicas para o turismo. Em todos os casos, debatedores estrangeiros apresentarão cases e estudos sobre certificação, e os impactos causados no mercado local. Entre os especialistas nacionais e internacionais presentes estarão Ronald Sanabria, da Rainforest Alliance, Saul Blanco, da ONG Alianza Verde, da Guatemala, Mário Mantovani, da SOS Mata Atlântica, Felipe Cruz, do Instituto de Hospitalidade, e Sérgio Salvati, do WWF Brasil, entre outros. As inscrições para o fórum podem ser feitas gratuitamente no site da feira, e as vagas são limitadas.



Lideram o processo de criação do “Selo” de certificação o Instituto de Hospitalidade (IH) e o Inmetro, em parceria com o PCTS – Programa de Certificação do Turismo Sustentável, o CBTS – Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável, a Fundação SOS Mata Atlântica, o WWF Brasil e a Rainforest Alliance, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e reconhecimento da Organização Mundial do Turismo (OMT). De acordo com Mário Mantovani, diretor de Relações Institucionais da SOS e diretor da CBTS, cerca de 400 empreendimentos brasileiros deverão estar aptos a conquistar a certificação até meados de 2005.



Para Mantovani, a certificação é um passo importante e decisivo para o futuro do turismo sustentável no País. “O Brasil tem agora a oportunidade de encontrar um caminho para o desenvolvimento do turismo, o que aumentará a entrada de divisas e o interesse do País como destino”.



Maior indústria do mundo, o turismo movimenta bilhões anualmente. No Brasil, cerca de 90% do turismo ocorrem nas áreas de domínio da Mata Atlântica. O país conta hoje com somente 7% de remanescentes da floresta original. Muitos dos empreendimentos hoteleiros, principalmente os de grande porte, estão localizados em áreas de Mata Atlântica. “O desrespeito ao meio ambiente colabora para a diminuição das áreas originais da mata, comprometendo a indústria do turismo”, afirma Mantovani. A maioria das reservas originais de Mata Atlântica está sob responsabilidade de empresários, já que somente 1% desta vegetação está protegida por parques públicos.



Selo único

A idéia da criação de um “selo” único para atestar a preocupação sócio-ambiental das empresas que atuam com turismo surgiu em reuniões de organizações não-governamentais, preocupadas com a banalização do uso do termo “eco”. Outro ponto preocupante é a proliferação de “Selos” que confundem o turista – há países com mais de dez certificações diferentes. Então foi proposta a implantação de uma certificação única, com o Brasil se candidatando à condição de um projeto piloto, adaptado a partir das melhores experiências utilizadas internacionalmente. Resolveu-se tomar como exemplos os trabalhos feitos na Austrália e Costa Rica, locais onde a certificação foi implantada com sucesso e bem aceita por todos os envolvidos no setor de turismo, inclusive pelo público.



O primeiro passo importante para a implantação do processo de certificação ambiental no Brasil foi dado com a criação do CBTS – Conselho Brasileiro de Turismo Sustentável, com ampla representatividade nos diversos setores do turismo, o que garante condições para estabelecer os padrões a serem utilizados no Brasil, de acordo com a realidade nacional. Em 2000 um grupo de trabalho foi criado e vem, desde então, agregando organizações e debatendo as propostas de implementação do programa de certificação do turismo sustentável no País.



Da iniciativa do IH e Inmetro, em parceria com o CBTS, surgiu o PCTS – Programa de Certificação em Turismo Sustentável, responsável por auditar e conferir o certificado às empresas. O processo para ter o “Selo” inicia com o cadastro no site da organização e o pedido para uma auditoria. Somente depois de duas visitas, uma prévia e outra definitiva e, se for o caso, de medidas corretivas, é que será outorgado o documento. A certificação para as empresas deve ser voluntária. “A idéia é que todos os envolvidos com o setor de turismo tenham a certificação, como prova de preocupação ambiental”, afirma Mantovani.



Um grande número de selos de certificação tem confundido os turistas em âmbito mundial. A adoção de um certificado único é a meta das organizações não-governamentais, que buscam apoio da OMT, e a iniciativa do Brasil pretende ser a pioneira. A partir de outubro deste ano a Organização Mundial de Turismo vai apresentar os resultados de uma série de encontros continentais realizados para discutir o assunto. “A idéia é que haja uma adaptação nos locais onde existam mais de um processo”, diz Mantovani. A OMT também vai apoiar a implantação do certificado único mostrando seus benefícios para a indústria mundial do turismo.





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