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27/05/2004 10:22

A justificativa do Copom para manter a taxa em 16%

Stênio Ribeiro/ABr

As dúvidas em relação à evolução do cenário externo têm gerado uma "volatilidade de curto prazo que tende a aumentar a incerteza em relação ao comportamento futuro da inflação", e isso dificulta uma avaliação mais precisa quanto às expectativas de mercado. A dedução consta da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, que manteve a taxa básica de juros (Selic) em 16% ao ano, interrompendo, pela segunda vez neste ano, o processo de redução gradativa da taxa.

Dos nove dirigentes do Banco Central que integram o Copom, três consideraram "baixo" o risco de contaminação das expectativas por essa volatilidade de curto prazo, com margem para a redução de 0,25 ponto percentual. Os demais justificaram, porém, que os riscos poderiam se elevar sem uma ação preventiva à possibilidade de que algumas mudanças no cenário externo sejam duradouras.

A ata do Copom menciona que no último mês o preço do petróleo "exarcebou a tendência de elevação que já vinha apresentando anteriormente", e isso somado à expectativa de aumento da taxa de juros norte-americana, à evolução da taxa de câmbio e ao risco-Brasil gerava mais instabilidade de curto prazo.

Os membros do Copom salientaram que "essa instabilidade está longe de se configurar como quadro de crise", devido ao caráter passageiro de suas causas principais e aos sólidos fundamentos da economia brasileira. Eles confiam que "boa parte da volatilidade se dissipe no médio prazo".

De acordo com a ata do Copom, as expectativas do mercado com relação ao aumento da inflação também refletiram para um quadro de maior incerteza. Isso, apesar de as projeções do BC apontarem para inflação "ligeiramente superior" à meta de 5,5%, neste ano, e abaixo da de 4,5%, em 2005, num cenário em que a taxa Selic se mantenha em 16% e a taxa de câmbio em R$ 3,10.

Os integrantes do Copom foram unânimes em considerar que a economia nacional "tem todas as condições de absorver esse choque externo sem prejuízos à estabilidade macroeconômica e às suas perspectivas de crescimento". A ata explicita que "é possível ser otimista em relação à manutenção do crescimento econômico com estabilidade de preços no médio prazo".

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