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08/08/2005 14:14

À espera de rolagem, verba para safra ainda não saiu

Fernanda Mathias / Campo Grande News

À espera das regras para rolagem de parcelas da dívida de julho e agosto, o Banco do Brasil ainda não está liberando recursos para custeio da safra agrícola 2005/06. O principal ponto a ser definido é sobre o comprometimento do teto para financiamento do produtor que optar pela rolagem, já anunciado pelo ministro da Agricultura, Abastecimento e Pecuária, Roberto Rodrigues. A perspectiva é que os recursos para a safra de Mato Grosso do Sul sejam pelo menos mantidos em R$ 1,2 bilhão, incluindo a CPR (Cédula do Produtor Rural).

O superintendente de Agronegócios do Banco do Brasil no Estado, Loureno Budke, explica que em julho do ano passado foram feitos os primeiros contratos para a safra e até hoje não há autorização para contratações para a safra 2005/06. O que faltam são as regras para a rolagem de parcelas que comprometerá o teto de custeio para a próxima safra. As parcelas que poderiam ser contempladas em Mato Grosso do Sul somam cerca de R$ 200 milhões (julho e agosto). O banco tem expectativa de que nesta semana saia normativa para liberação dos recursos.

A rolagem da dívida beneficiaria produtores de arroz, algodão, sorgo, milho soja e trigo. A proposta é que as parcelas vencidas e a vencer de junho, julho e agosto sejam pagas em março e abril de 2006. No caso de Mato Grosso do Sul, as parcelas de junho já foram pagas por 99% dos produtores.

O presidente da Aprossul (Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso do Sul), Carmélio Romano Roos, afirma que o governo está correndo na contramão do que a situação exigia: endividado e com a renda achatada seria preciso agilizar a liberação de recursos para que saíssem antes mesmo da safra passada e não depois.

Segundo ele, o produtor terá de correr contra o tempo para fazer o plantio. A compra de defensivos através de financiamento da iniciativa privada, afirma, é dificultada em um momento em que as indústrias não estão recebendo créditos ainda referentes à safra passada e muito mais criteriosas nas análises.

A linha Cédula do Produtor Financeira, com recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) não tem feito muito sucesso. A taxa de juros a ser assumida pelo produtor é de 8,75% ao ano, mas o fornecedor teria de dar contrapartida de 5%, o que intimida a negociação. Além disso, quem assume o risco da operação são as empresas.

Em Mato Grosso do Sul e Goiás já foram feitas as primeiras contratações, mas ainda são tímidas, segundo reconhece o Loureno Budke. De acordo com ele, o Banco está reavaliando os limites para ampliar as contratações. O último posicionamento do Banco, em 28 de julho, era de que a demanda chegasse a R$ 75 milhões, mas o lastro das revendas, revelado pela análise de risco do banco, foi de apenas 10% desse montante, ou seja, R$ 7,5 milhões.

A princípio, afirma Carmélio Roos, a previsão é que a área plantada com soja tenha redução de 10%, mas esse recuo pode ser ainda maior, caso a liberação de crédito para custeio não seja agilizada. Além da redução de produção em função da área, observa, o plantio tardio e redução de uso de tecnologia também devem comprometer a produtividade.

Além da estiagem, que provocou forte quebra nas lavouras, os agricultores enfrentam este ano um conjunto de fatores negativos: câmbio desfavorável às exportações, aumento dos custos de produção e depreciação dos preços no mercado internacional.

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