Cassilândia, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

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26/07/2014 11:31

A difícil arte de ser candidato, por Manoel Afonso

Manoel Afonso
A difícil arte de ser candidato, por Manoel Afonso

É GRAVE! A antepenúltima colocação de MS no ranking nacional das emendas após o advento do Orçamento Impositivo deixa os nossos parlamentares de saia justa. Como estamos em ano de eleições, presume-se que eles devam se explicar.

INDAGO: Como MS ‘conseguiu’ ter menos poder de fogo do que Rondônia, Sergipe e Acre para aprovar as emendas parlamentares? Aliás, se Vander (coordenador atual da bancada) preferiu o silêncio, infelizmente foi seguido pelos demais colegas.

DESABAFO: Não se pede milagres, não se questiona o custo mensal deles. Há que se levar em conta o fator distância inclusive, mas espera-se competência ou pelo menos empenho nas causas que interessam ao nosso Estado e ao seu povo.

COMPARAÇÕES Não faltam! Após a criação do MS elas se resumiam entre a nossa bancada e de Mato Grosso. Perdíamos de goleada! Agora piorou, pois além dos cuiabanos, perdemos para Estados que antes eram tidos como nanicos.

BALANÇO Em 2014 a ‘bancada-MS’ apresentou 9 projetos de lei e debateu os conflitos agrários. Mas esse não é o âmago da questão, pois o analista Antonio Queiroz, (DIAP) lembra bem: “uma bancada boa garante verbas para o Estado.”

A PROPÓSITO: Se na visão do diretor do DIAP – Delcídio e Fábio Trad são os que mais se destacam por várias razões, Marçal, Resende, Vander, Mandeta, Biffi e Azambuja não tem visibilidade e capacidade de articulação no Congresso.

CONGRESSO Nele há duas vertentes para se destacar: institucionalmente – como é o caso de Fábio, (nota 10 em Direito), ou por liderança pessoal e currículo ( Delcídio) que garanta bom trânsito no Executivo e adjacências do poder.

AJUIZADO Perguntaram ao Londres porque não tentava a Câmara e ele respondeu: “Ideal é o parlamentar especialista numa área para atuar e efetivamente contribuir e se destacar nas comissões, sob pena de frustrar a si próprio e os eleitores.”

EXECUTIVO É o sonho da maioria dos parlamentares - pelo poder mágico da caneta. Poucos tem – além do preparo intelectual e político – a vocação exclusiva para legislar e participar do debate da vida nacional sob o ponto de vista institucional.

REFLEXÃO Será que o eleitor usa deste raciocínio na escolha de seus candidatos ao Congresso? Eles estão realmente preparados para a missão, orgulhando-nos inclusive, ou usarão do cargo como trampolim ao Executivo estadual ou municipal?

O MESMO critério deveria ser adotado quanto a Assembleia Legislativa. Quantos passaram pela Casa sem deixar sua marca! Quantos – também sem preparo - acalentam esse sonho por vaidade pura, equívocos e outros interesses duvidosos!

VEREADORES Como cabos eleitorais naturais terão mesmo o poder de captar e transferir votos? É que hoje o eleitor anda desconfiado das ‘intenções’ da vereança e dependerá do cenário em cada cidade e de uma serie de circunstâncias.

A INFLUÊNCIA deles é grande nas eleições para AL, Câmara e Senado; já ao governo estadual pode prevalecer o fator pessoalidade dos postulantes. Mas pelo sim e pelo não, os candidatos tentam manter boas relações com os vereadores.

TELEVISÃO Ela será a grande arma nestas eleições, pela sua abrangência em todas as classes sociais e devido ao poder de sedução das imagens no imaginário popular. Pelas inserções partidárias que tem havido, é possível fazer previsões do futuro.

2º TURNO Ganha espaço relevante nas conversas de bastidores das 3 candidaturas. Haverá? Quem iria com quem? Como atravessar o 1º turno sem causar atritos maiores com futuros aliados? Mas qual seria a reação do eleitor diante deste viés?

MAMADEIRA Depois a classe política reclama de seu conceito e imagem ruins. Os vereadores de Três Lagoas insaciáveis: querem que o dinheiro da iluminação pública entre no bolo de onde sai a fatia da Câmara e deles ( é claro!).

BOM NEGÓCIO A luta pelo poder rende novas atividades paralelas. A cada eleição mais profissionais oferecem assessoria de marketing, estratégia/gestão de redes sociais. Se eleito, o candidato pode debitar esse gasto na conta do contribuinte.

MUDANÇAS Candidato de hoje é diferente de ontem. Lembra um garoto propaganda onde conta a aparência (corte de cabelo e clareamento dental inclusive), timbre de voz, combinação de roupas, expressões faciais e postura frente as câmaras.

RISCOS Os excessos destes artifícios no vídeo podem decepcionar o leitor quando do seu contato pessoal com o candidato. É o imaginário não correspondendo a realidade. Aliás, como na vida artística, nem sempre tudo que parece é verdadeiro.

CAMPANHA O fim da Copa não liberou o início pra valer. Vai se procrastinando até começar o horário eleitoral. Até lá os times são definidos, com as desistências inclusive. As pesquisas e as notícias plantadas vão dando o tempero ao ‘caldeirão’.

BOBAGENS Como dizia João Ubaldo Ribeiro: “Só falta lei para normatizar o uso do papel higiênico e as relações sexuais.” Nossos parlamentares fritam bolinhos em outra galáxia, custam caro e criam leis impraticáveis. Até quando isso?

EXEMPLO Cada estabelecimento comercial da capital é obrigado a deixar a mostra o exemplar do Código do Consumidor. Até parece que estamos na Noruega, pois a gente sabe que isso é pura utopia, na pratica não funciona. ‘Menos, please’!

“A tarefa de viver é dura, mas fascinante”. (Ariano Suassuna)

Parabéns Caro jornalista Manoel Afonso, sua coluna esta fascinante! Gostei muito!!! Parabéns também por citar Ariano Suassuna no final de Sua coluna.
 
Luiz Tenório de Melo em 27/07/2014 01:36:54
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