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07/09/2006 07:47

A crônica do Corino - Viva as pererecas

Corino Rodrigues Alvarenga
NR - O photoshop faz milagre...NR - O photoshop faz milagre...

Viva as pererecas!

A terça-feira dia 5 de setembro de 2006 entrará para a história da ciência brasileira – brasileira, não; mundial – devido a uma constatação das mais relevantes.
A notícia saiu em toda a Imprensa. O portal de notícias Cassilandianews, à frente de seu tempo nesta região de cerrado sul-mato-grossense, não poderia deixar de dar a informação:

Perereca do cerrado pode curar a doença de Chagas

A perereca da espécie Phyllomedusa Oreades possui na pele uma substância capaz de matar o parasita causador da doença de Chagas, sem danificar outras células do sangue. O animal, que tem apenas 3 cm, vive nas terras altas do Planalto Central e se destaca no gênero pelo colorido nos flancos do corpo, forma da cabeça e vocalização.
O doutor em ecologia pela UnB e analista do Ibama Reuber Brandão descreveu a espécie há quatro anos atrás. Segundo ele, a doença de Chagas não tem cura, e 4 milhões sofrem da doença no Brasil.
Brandão explica que os anfíbios são importantes indicadores de qualidade dos ecossistemas e que passam por extinção em diversas partes do mundo. “O cerrado está sendo rapidamente convertido em monoculturas e pastagens. Estimativas calculam que, em menos de 30 anos, esse bioma não existirá mais, exceto em unidades de preservação”, disse ele, à Folha de S. Paulo. Eu sempre fui um grande admirador, e até apreciador, de uma boa perereca. Perereca é um bichinho dos mais interessantes, embora não tenha merecido, no decorrer da era contemporânea, o devido respeito.Eu, não. Sempre admirei uma pererequinha. Ela tem não só substâncias químicas capazes de combater o parasita que provoca a doença de Chagas como também é considerado um prato afrodisíaco em algumas regiões do planeta, especialmente na Ásia, onde a perereca é traçada – no bom sentido, claro.
Coincidência ou não, na semana passada, a minha vizinha Solange, uma morena estonteante, pôs a cabeça sobre a cerca e fez o convite:
- Vizinho, você já viu a minha perereca?
- Pe... re... re... ca... ca?... – tentei balbuciar, já trêmulo.
- Sim. Perereca. Eu nunca te mostrei, não é mesmo?
Eu não sabia o que dizer. Fiquei mudo. Mudo e trêmulo.
Aí ela explicou?
- Não é nada disso que você está pensando. Eu crio uma perereca, a Jamile. É branquinha. Veja que lindinha é ela!
- Ah, sim! A Jamile. Simpática ela, não?
E a conversa parou por aí.
O que a perereca da minha vizinha Solange tem a ver com essa descoberta científica que envolve as pererecas do cerrado do Centro-Oeste brasileiro? Tem tudo a ver.
O que está em jogo é a nossa ignorância. É essa nossa mania de levar tudo para a segunda intenção. É essa gaiatice de pôr malícia em tudo. Desenvolvimento científico é coisa séria. Está pensando o quê? Vamos respeitar mais as pererequinhas. Elas estão aí prestando relevantes serviços à comunidade científica e à saúde de todos nós, pobres mortais humanos.
O assunto é dos mais sérios e você, seu Corino gaiato, fica aí brincando? Não. Faça um exame de consciência. Seja coerente e, acima de tudo, profissional, racional e frio no seu ofício de bem informar os leitores.
Mas, cá entre nós: agora que a pererequinha da minha vizinha Solange é engraçadinha, isso é. É igual a dona: uma gracinha de se ver...

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