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20/01/2007 09:53

A crônica do Corino - O buraco de São Paulo

Corino Rodrigues Alvarenga
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Um canteiro de obras da futura estação Pinheiros da linha 4-amarela do metrô, Estação Pinheiro do Metrô, na zona oeste de São Paulo, desabou na tarde de sexta-feira (12 de janeiro de 2007) e acabou matando seis pessoas. O acidente, de acordo com as construtoras responsáveis pela obra, ocorreu devido à instabilidade do solo da região, agravada pelas fortes chuvas que atingiram a cidade dias antes.
A enorme cratera denuncia um outro tipo de rombo tão comum nas obras públicas deste País: o desvio de recursos do erário numa sanha que envolve maus políticos, maus empreiteiros e maus fiscalizadores do dinheiro público.
O buraco de São Paulo chama a atenção devido às seis vítimas fatais, mas buracos têm sido comuns neste País que teima em permanecer deitado em berço esplêndido.
Os buracos das nossas estradas, por exemplo, matam muito mais. Nem sempre matam seis pessoas de uma única vez, mas matam. E matam muito. As estatísticas estão aí para provar. Milhares de brasileiros perdem suas vidas anualmente. E tudo fica por isso mesmo.
O economista e palmeirense Joelmir Betting certa vez disse que o Brasil só não vai para o buraco porque é maior do que o buraco. E olha que os nossos políticos são esforçados e estão cavando, há anos, um buraco à altura do País. Não conseguiram ainda, mas estão tentando, estão tentando.
As pessoas não podem sair por aí, dentro de um microônibus, e, de repente, ser engolidas por um enorme buraco provocado por empreiteiros gananciosos que trocam a segurança pelo lucro fácil.
O Brasil precisa ser levado mais a sério. A vida de brasileiros comuns como dona Abigail Rossi, de 75 anos, e Francisco Sabino Torres, de 48, não pode ser encarada com tanta banalização, em que as autoridades e os empreiteiros ficam no jogo de empurra-empurra para se saber quem é que irá pagar as indenizações para as famílias das seis vítimas fatais.
É inadmissível que, depois de onze acidentes na mesma Linha 4 Amarela do Metrô, as autoridades não tenham interditado aquele canteiro de obras. Alguma coisa estava sendo feita de forma equivocada e longe dos ditames técnicos da engenharia.
Mas, no Brasil, a coisa infelizmente funciona assim: depois que a porta foi arrombada pelo ladrão é que colocam a tranca.
Aí, meu amigo, de que adianta?
Alguma coisa está errada por aqui – não tenho a mínima dúvida disso.

Corino Rodrigues de Alvarenga
Contato com o colunista:
corino_leia@hotmail.com

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