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05/10/2006 07:19

A crônica do Corino - A gargalhada do Girotto

Corino Rodrigues Alvarenga
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A gargalhada do Girotto

(Girotto, se não for censurada pelo autor das gargalhadas, aí vai a crônica. Ah, ah, ah! Corino)

Girotto é mais do que um advogado ou radialista de renome no nosso querido Mato Grosso do Sul. O advogado, que virou depois radialista e dos bons, nasceu em Magda, no interior de São Paulo, e, graças a Deus, está emprestado até hoje a Cassilândia – e, por sinal, esse empréstimo acredito que não terá o seu prazo de validade expirado jamais.
Girotto é fundamental para Cassilândia. Ele veio para suprir a ausência de cassilandenses fujões como este cronista que vos escreve aqui diariamento. Outro que deu no pé foi Edgard Batista Neves, que está em Campo Grande. E tantos outros cassilandenses que deixaram a terrinha à procura não sei bem do quê.
Eu mesmo já me penitenciei. Fazer o quê? Já fiz e está feito.
Girotto, não. Está aí em Cassilândia, firme, fincando raiz, pondo a estaca chão adentro, batendo lata todos os dias. Tem gente nascendo e ele aí, no portal cassilandianews, batendo lata. Tem gente morrendo e ele aí, nos microfones da Patriarca, batendo lata.
Mas a marca maior do radialista Girotto é essa garagalhada que sai natural, sonora, há décadas. Pela Patriarca, essa famosa gargalhada completou já vinte e dois anos.
É uma gargalha que chegou à Bahia de Todos os Santos, a São Paulo, a Goiás, ao Paraná, ao Rio Grande do Sul e ao mundo inteiro – pela Patriarca via internet.
Já é uma marca registrada. Se Girotto não a soltou naquele dia, então alguma coisa está errada. O dólar vai disparar, algum acidente aconteceu, alguém importante morreu na cidade ou em Mato Grosso do Sul ou no Brasil ou no planeta. Ou ainda mais profeticamente: algum avião irá cair.
Notícia ruim – corrupção, seqüestro, morte ou tráfico de drogas -, tome indignação.
Notícia boa – nascimento, renascimento, alguém fez uma coisa boa ou deixou de fazer uma coisa ruim, diploma novo na praça, moça nova que casa ou moça velha que casa -, tome gargalhada.
Esse sobrenome Girotto, por sinal, nunca me enganou. Tem coisa de italiano pelo meio. E essa gargalha, meu amigo, é italiana todinha. Tem aquela aquela sonoridade latina do Bixiga, em que de cada corredor aparecem uns duzentos bambinos, correndo, gritando, dando gargalhadas.
E lá tem aquelas mulheres falantes e risonhas, umas reclamando da vida com frases do tipo:
- Porca pipa! Ma que porca miséria, maledetta!
E a outra italiana, talvez estendendo roupa no varal que toma conta do bairro que tem o cheiro de cortiço à paulicéia, dá aquela gargalhada sonora:
- Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Pronto: é a gargalhada do Girotto.
O mundo, fiel leitor, precisa de pessoas que dêem essas gargalhadas. A vida está tão difícil, a luta tão renhida, o salário tão baixo e as autoridades tão surdas. Se não tiver alguém para gritar ou para dar boas gargalhadas, nada irá mudar.
De vez em quando, bater na mesa, rosnar alto e até berrar mesmo – para dizer aos homens do colarinho branco:
- Olha, galera, nós existimos, nós estamos aqui e nós precisamos e exigimos os nossos direitos. Gente, acorda! Acorda, gente!
E depois, como sorrir não paga imposto, tome gargalhada:
- Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Girotto, repito: sorria, grande, meu grande índio! Dar uma boa gargalhada não paga imposto. Pelo menos por enquanto.

Corino Rodrigues de Alvarenga
Contato com o colunista:
corinorodrigues@hotmail.com



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