Cassilândia, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

Últimas Notícias

18/04/2013 13:30

4G começará com o pé esquerdo

Dane Avanzi

Segundo informações da maior operadora do país, a Vivo, até 30 de abril de 2013 teremos a tecnologia de quarta geração da telefonia móvel, ou simplesmente 4G, implantada nas cidades sede da Copa das Confederações. Sem dúvida a tecnologia possibilitará maiores velocidades para aqueles que acessam a internet através de smartphones, desde que a implantação seja bem dimensionada e a quantidade de antenas seja equivalente a quantidade de linhas em funcionamento. A questão é: foram instaladas antenas suficientes para suprir a demanda atual pelo menos? Os clientes possuem aparelhos com capacidade de navegação na tecnologia 4G a preços viáveis para a maioria dos brasileiros? A resposta a ambas as perguntas é não.

Ao que parece, os mesmos erros cometidos na implantação do 3G se repetirão agora. Podemos citar entre as falhas o mau dimensionamento da quantidade de infraestrutura para suportar o enorme tráfego de dados e voz em face da quantidade de linhas e serviços vendidos, que torna a internet lenta e inoperante em alguns casos e regiões, bem como a falta de concorrência entre as operadoras que de fato beneficiem o cidadão brasileiro.

Onde o Brasil errou na privatização? Nos países de primeiro mundo há muitos anos foi abolida a cobrança de taxa de assinatura nas contas de telefonia fixa. Contratar a instalação de uma linha é simples e rápido. A competição entre as operadoras não afeta a qualidade do serviço. No passado tínhamos qualidade, mas não tínhamos linhas. Hoje temos linhas, mas não temos serviço satisfatório a preços justos. Penso que o desafio é criar regras que possibilitem uma maior competição e punições efetivas para as operadoras que não levarem a sério seus compromissos.

Ao invés de se estimular mais "players" atuando no mercado de telecomunicações, na telefonia móvel e fixa, assistimos a criação de oligopólios mediante a fusão das duas maiores empresas do setor em faturamento, a Vivo e a Telefônica, sendo que ambas possuem problemas de qualidade e atendimento ao consumidor. Será que a lei antitruste e as autoridades competentes não são capazes de prever que o serviço a população tende a cair de qualidade e o preço tende a aumentar ao se criar oligopólios?

E o desafio de levar telefonia fixa e móvel nas regiões do Brasil em desenvolvimento, Norte, Nordeste e Centro Oeste? Cumpre salientar que as concessionárias de telecomunicações exercem uma função social e devem também atuar visando o desenvolvimento social dessas regiões, não somente nas grandes capitais, com maior quantidade de consumidores e maior renda per capita.

E se as operadoras esquecessem o 4G e se preocupassem somente em melhorar o 3G? Talvez essa fosse a melhor solução para a maioria dos clientes que ambicionam somente falar ao telefone sem a linha cair a cada 10 segundos. Ocorre que a inauguração do 4G ensejará a venda de novos aparelhos, smartphones, modems e toda uma série de acessórios que movimentaram bilhões de reais. Ou seja, mexe com os interesses do setor.

Uma reflexão mais profunda nos leva a conclusão que a raiz do problema não está somente nas operadoras e nas regras de regulação, mas também na imaturidade do consumidor, que cairá no mesmo conto mais uma vez.

Dane Avanzi é advogado, empresário do Setor de Engenharia Civil, Elétrica e de Telecomunicações e Diretor Superintendente do Instituto Avanzi, ONG de defesa dos direitos do Consumidor de Telecomunicações

Envie seu Comentário
Os comentários feitos no Cassilândia News são moderados. Antes de escrever, observe as regras e seja criterioso ao expressar sua opinião. Não serão publicados comentários nas seguintes situações:

1. Sem o remetente identificado com nome, sobrenome e e-mail válido. Codinomes não serão aceitos.
2. Que não tenham relação clara com o conteúdo noticiado.
3. Que tenham teor calunioso, difamatório, injurioso, racista, de incitação à violência ou a qualquer ilegalidade.
4. Que tenham conteúdo que possa ser interpretado como de caráter preconceituoso ou discriminatório a pessoa ou grupo de pessoas.
5. Que contenham linguagem grosseira, obscena e/ou pornográfica.
6. Que transpareçam cunho comercial ou ainda que sejam pertencentes a correntes de qualquer espécie.
7. Que tenham característica de prática de spam.

O Cassilândia News não se responsabiliza pelos comentários dos internautas e se reserva o direito de, a qualquer tempo, e a seu exclusivo critério, retirar qualquer comentário que possa ser considerado contrário às regras definidas acima.
Restamcaracteres.
 
imagem transparente
Últimas notícias
Scroller Top
Sábado, 16 de Dezembro de 2017
Sexta, 15 de Dezembro de 2017
10:00
Receita do dia
Quinta, 14 de Dezembro de 2017
21:14
Loteria
Scroller Bottom

  • Idalus Internet Solutions
  • TOP DataCenter e Internet
  • Disponível na AppStore
  • Disponível no Google Play
Rua Sebastião Leal, 845, CEP: 79.540-000, Cassilândia (MS)