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12/01/2009 22:27

2014: Por que não?

Gabriel B. Rondon, autor deste artigo, é administrador, mestrando em Gestão de Projetos pela Univer

Dizem que enxergar um copo meio-cheio ou meio-vazio é a fronteira entre o otimismo e o pessimismo. O primeiro ostenta possuir mais a beber, o segundo começa a lamentar ter bebido a metade. O extremo otimista é pura fantasia. O ápice pessimista é a chatice. Acreditem: Toda a sociedade precisa dos dois. Um exalta as vantagens e o outro aponta riscos e falhas. Uma frase nunca teria necessidade de utilizar um determinado recurso gramatical caso o otimismo e o pessimismo não existissem. É o caso das conjunções que exprimem a contradição como: porém, contudo, todavia, entretanto e, no entanto. Conjunções que buscam mostrar em uma mesma frase as duas visões.

Ao ser lançado o nome da cidade como candidata a sub-sede da Copa 2014, cheguei a ouvir coisas espantosas de habitantes locais: “Campo Grande não tem estádio. Como vão jogar no Morenão?”, “Campo Grande é fora da rota dos aviões” – sim! Eu ouvi isto! -, “Campo Grande é pequena!”, “Não temos grandes clubes de futebol aqui!”. O problema destas pessoas? Era a falta de usar as conjunções. Elas são ótimas, nos faz pensar em diversos aspectos. Quem não as usa, dificilmente fala algo plausível. E não adianta dizer: “Nem otimista, nem pessimista. Eu sou é realista”. Falso, primeiro porque ninguém é. Toda opinião puxa pra um dos dois lados, por isto tenta se usar as conjunções para se aproximar mais da realidade, cuja é inatingível em seu todo.

Já li sobre diversas comparações entre as cidades que pretendem realizar a Copa. Algumas sem nexo algum, como o número de shopping-centers. Se fosse assim Londres seria uma das cidades menos competitivas para eventos esportivos, e não teria ganho de Nova Iorque logo no segundo round, no entanto irá sediar as Olimpíadas de 2012 após ganhar de Paris na final. Número de aeroportos internacionais também. Nosso estado junto com Rio Grande do Sul e São Paulo é o que aparece no ranking com o maior número do país: três. Mas é claro que não terá nada a ver com a decisão. Sabemos que não se trata de já possuir bons estádios, pois ninguém os tem. Sabemos que não é uma questão de futebol. Trata-se de querer. Quem quer nem sempre tem. Mas quem tem, é porque quis. O maior problema é a fácil desistência. É difícil entender alguns habitantes locais que nem sequer tentam. São passivos na vida. Deixam as coisas rolarem. Agora que recebemos notícia em que o Pantanal irá sediar, e logo se instaurou a velha guerra MT/MS, já ouvi coisas como: “Ih vamos desistir. Nem pensa mais nisto. O Mato Grosso é mais influente politicamente”. Mesmo que isto seja verdade, é motivo para desistir e nem tentar? Será que não é por isso que são mais fortes politicamente, pois tentam mais? Pessoas assim, no meu ponto de vista, não são pessimistas nem otimistas. São carrapatos na sociedade. Ninguém precisa deles.

Não escrevo este artigo para apresentar os dados e fazer uma comparação com Cuiabá. Tenho a quase certeza que eles já estão no projeto, prontos para uma comparação. E Campo Grande não está na dianteira apenas regionalmente, mas sim em nível nacional. Racionalmente temos praticamente todas as melhores e mais importantes estatísticas a nosso favor. Baixo índice de violência, avenidas largas, espaço para construção, hospitais mais bem equipados, proximidade dos grandes centros e interesse privado em construção de uma rede hoteleira maior. Temos uma população maior. Pena que existem os tais carrapatos.

Lembro-me que há mais de ano me entusiasmei muito por esta campanha e cheguei a procurar a prefeitura para propor um projeto. A idéia era de criar um meio de comunicação entre os responsáveis do projeto de Campo Grande e a população, para que a mesma tivesse mais acesso ao que estava acontecendo e conseqüentemente pudesse se empolgar mais. Enderecei ao prefeito. Dias depois me ligaram e marcaram um encontro na FUNDESPORTE, com o responsável na época. Fui parabenizado pelo interesse, mas durante a conversa logo me decepcionei. A mensagem ficou clara: “Não temos interesse em realizar uma campanha aberta. Pois isto poderia causar uma decepção na população caso perdermos.” Era ano anterior à eleição. Mas me disseram que me ligariam assim que avançassem no projeto. Bem, a estratégia cuiabana parece ter sido diferente, ela abriu à população e provocou – aparentemente – uma maior adesão dos mesmos. Isso não significa que fazemos uma péssima campanha, pelo contrário, ao que me parece alguns de nossos políticos estão bem engajados – ao que parece, pois acompanho apenas pelos jornais. A diferença crucial é na “partição” com a população. Somente agora, aos 45 do segundo tempo é que as coisas estão sendo faladas abertamente. Infelizmente temos pessoas com medo do resultado negativo. E isso não é pessimismo. É a falta dele. O pessimismo os deixaria mais preparados para os riscos, mas não significaria que não os encarariam. Há uma grande diferença aí.

Temos sim ótimas chances. E esta seria em especial para demonstrar para uma cidade tão jovem que todos podemos conseguir o que queremos. Precisamos de um começo: coragem. Ter interesse é o primeiro passo. Esta vaga será muito mais que futebol. Muito mais que desenvolvimento da infra-estrutura. Seria uma nova visão para esta parcela unilateral que vive aqui. Como havia definido em 2006, em um outro artigo, a diferença entre frustrados campo-grandenses e verdadeiros campo-grandenses, reitero aqui mais uma diferença entre estes dois personagens: a vontade de evoluir.

Ao contrário dos frustrados que querem nos frustrar com suas opiniões nulas, não tenho medo de escrever este artigo antes de ser feito a escolha pela FIFA. Sei que se não for, irei ouvir: “Eu sabia, escreveu bobagem. Era óbvio, Campo Grande não tinha chances. Não tinha sentido.” Ora, o que não tem sentido é esta pessoa possuir esta nobre naturalidade em sua carteira de identidade. Afinal para que ela serve? Não criticou construtivamente, não procurou ter pessimismo para nos apontar falhas e melhorar nossa campanha. E muito menos apoiou. Simplesmente desistiu de pensar. Um bloqueio mental. Não precisamos deles.

E por fim, arrisco sem medo de errar: Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

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