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24/04/2013 18:56

“Só Deus sabe a nossa dor”, diz mãe de menino morto dentro do carro

Viviane Oliveira, Campo Grande News

“Só Deus sabe a dor que a gente está sentindo”. Em um depoimento emocionado nesta tarde, a mãe de Ryan Cardoso Vieira, que morreu a seis dias de comemorar aniversário de 3 anos, disse que não deseja a dor de perder um filho para ninguém.

O menino morreu no último sábado (20) por volta das 22h, depois de inalar fumaça do veículo da família, um Fiat Uno. Conforme o perito, a causa da morte foi asfixia por monóxido de carbono.

Maria Selma Varandas Cardoso, de 33 anos, não consegue falar do filho sem derrubar uma lágrima. “Pensei que ele estava dormindo dentro do carro, só percebi que estava molinho depois que o peguei no colo”, disse.

O pai de Ryan, Rodrigo Vieira, de 22 anos, conta que trabalha em uma fazenda próximo de Rio Negro. Depois de 15 dias fora de casa, ele chegou na sexta-feira à noite e o filho já estava dormindo.

Além de Ryan, o casal tem mais três filhos, um de 8, 6 e um bebê de 7 meses. “No dia seguinte, quando ele me viu foi uma festa”, disse o pai, acrescentando que era muito apegado com Ryan.

Rodrigo conta que na parte da tarde resolveu sair com a família. Seria o primeiro passeio depois que o carro voltou da oficina. Ele havia mandado refazer motor do carro porque estava com um vazamento. “Quando o carro voltou da oficina já não estava mais com problema de fumaça”, disse.

O pai relata que no dia da tragédia saiu de casa às 15h. O casal sentou na frente, a mãe carregava a criança de 7 meses no colo e atrás do veículo, os três irmãos, a vítima e as duas irmãs.

“A dor é muito grande, não tem como mensurar”, disse a mãe.(Foto: Vanderlei Aparecido)
Primeiro eles foram ao mercado, depois visitaram parentes e, por último por volta das 22h, passaram na Cidade do Natal, nos altos da Afonso Pena, mas não chegaram a descer porque Ryan havia dormido no carro. “Era de costume ele dormir no carro”, afirma o pai.

Quando a família chegou em casa, o pai retirou as compras que havia feito, a mãe tirou as crianças e Ryan que estava dormindo ficou por último. Depois de alguns minutos, a mãe voltou no carro e ao pegar o filho no colo percebeu que ele estava desacordado.

Imediatamente os pais levaram Ryan para o posto de saúde do Tiradentes. Segundo o pai, o filho já chegou morto na unidade de saúde. A criança teve uma parada cardíaca e os médicos tentaram reanimá-lo, mas sem sucesso.

O pai acredita que o cheiro forte da fumaça ficou no estofado do carro. E ao dormir e encostar o rosto no carro acabou inalando mais a substância química. “Na hora que vi meu filho morto, não conseguia pensar em nada. Ele era muito apegado a mim, tudo que ele fazia era junto comigo”, relata Rodrigo.

Ele nega que no dia do acidente a fumaça estivesse entrando no interior do veículo.

De acordo com a delegada da Dpca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), Regina Márcia Rodrigues, a partir dos resultados do laudo pericial do carro e necroscópico, a polícia vai avaliar se houve incidência de crime de maus tratos em virtude de negligência. Ainda serão ouvidos parentes. O inquérito tem prazo de 30 dias para ser concluído.

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