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05/06/2016 14:00

Os homens e a andropausa

Abc Med

A andropausa é o conjunto de alterações hormonais, fisiológicas e químicas que ocorre com os homens por volta dos 40 aos 55 anos de idade. Alguns homens podem apresentar sintomas, mas a andropausa não tem um sintoma típico como ocorre com o fim das menstruações nas mulheres na menopausa.

Quais são as causas da andropausa?

A andropausa é ocasionada pela diminuição natural e progressiva do hormônio testosterona.
Qual é a fisiopatologia da andropausa?

A testosterona é responsável pelo vigor sexual masculino, mas tem outras importantes funções no organismo, entre as quais estimular a produção de glóbulos vermelhos do sangue. A produção da testosterona apresenta um declínio gradual e progressivo com o envelhecimento. No entanto, nem todos os homens com deficiência de testosterona apresentam sinais e sintomas evidentes; o quadro de baixa produção de testosterona atua sutilmente, de forma lenta e progressiva. A produção desse e dos outros hormônios depende da integridade do eixo hipotálamo-hipófise-gônadas, sistema que integra o hipotálamo e a glândula hipófise no cérebro, e as gônadas.

A queda do hormônio masculino no envelhecimento não é um processo generalizado e só afeta 33% dos homens acima dos 60 anos. Por isso, a diminuição desse hormônio é pouco abordada entre o público leigo.
Quais são as principais características clínicas da andropausa?

Os sintomas da andropausa não são os mesmos em todos os homens, mas aqueles que apresentam uma significativa queda hormonal de testosterona revelam algum dos principais sintomas. A andropausa se instala lenta e progressivamente e consta, em geral, de mudanças de atitude e humor, fadiga, perda de energia, diminuição da libido e da agilidade física. Esse período, no homem, pode se estender por décadas.

O declínio da testosterona pode acarretar riscos de doenças cardíacas ou maior fragilidade dos ossos. Além dos sintomas sexuais, a deficiência de testosterona também ocasiona queda do desempenho físico e mental, depressão, ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração, entre outros. Muitas vezes esses sintomas não são reconhecidos como devidos à baixa de testosterona e são atribuídos ao estresse ou a outras causas fortuitas.

Eventualmente, alguns homens podem sentir ondas de calor, suores, sensação de frio e palpitações. Entre os sinais e sintomas da andropausa, um dos maiores é a ausência de ereções espontâneas pela manhã. Pode haver também mudanças do padrão masculino de distribuição de pelos, perda de massa muscular e aumento do acúmulo de gordura no abdômen. Com a redução da produção da testosterona há a diminuição na produção de espermatozoides e, consequentemente, a possibilidade de infertilidade.
Como o médico diagnostica a andropausa?

O diagnóstico laboratorial da andropausa depende de um exame de sangue, no qual os níveis de testosterona estejam baixos. Outros exames também são feitos para excluir outras razões para a queda de testosterona, como dosagem da prolactina e das gonadotrofinas e teste de função tireoidiana.
Como o médico trata a andropausa?

A reposição hormonal da testosterona é uma opção, no entanto, ela não deve ser vista como o resgate da juventude do paciente. Essa reposição deve ser monitorada pela avaliação dos sintomas e em exames de sangue. Fatores como apneia do sono e câncer de próstata devem ser levados seriamente em consideração. A eficácia do tratamento de reposição hormonal exige um controle rigoroso por parte do médico urologista.
Como evolui a andropausa?

Com a idade, os níveis de testosterona decrescem em praticamente todos os homens, mas não há maneira de predizer quem vai ter sintomas e que intensidade eles terão e nem mesmo se será ou não preciso procurar ajuda médica. Se os sinais e sintomas da andropausa não forem adequadamente tratados, podem evoluir para osteopenia e mesmo osteoporose, levando a um aumento do risco de fraturas.
Como prevenir a andropausa?

Não há como prevenir a andropausa, pois ela é uma condição natural e irreversível. É possível evitar maiores disfunções e repercussões patológicas por meio de um monitoramento médico adequado.

 

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