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24/08/2007 16:14

Goiás delimita a expansão da cana-de-açúcar

O Estado de Goiás está delimitando a atuação canavieira para evitar que a cultura avance sobre tradicionais áreas de grãos e pecuária. O Estado tem cerca de 60 projetos de construção de usinas registrados, com investimentos da ordem de R$ 12 bilhões. No entanto, desse total, somente um terço deles deverá sair do papel.

As regiões oeste, nordeste e norte do Estado, tradicionais em grãos, terão atuação limitada para a cana, segundo Veríssimo Aparecido da Silva, superintendente de Planejamento da Seagro (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás). "O sul do Estado, que já planta cana, é a região que tem recebido mais investimentos de usinas", diz. No dia 16, o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) aprovou a resolução número 003/2007, que estabelece limite de empréstimo em R$ 10 milhões para cada produtor ou grupo empresarial do setor sucroalcooleiro.

A limitação de recursos do FCO não visa barrar os investimentos de cana no Estado, mas priorizar os produtores para destinação desse financiamento. Segundo Silva, a prioridade é financiar projetos de plantio de cana. Para este ano, o FCO dispõe de cerca de R$ 800 milhões para financiar a agricultura no Estado. Desse total, R$ 100 milhões serão destinados ao setor sucroalcooleiro. "Os recursos são escassos. Além disso, o FCO prevê que pelo menos 51% dos recursos totais têm de ser destinados aos pequenos produtores e microempresas", diz Silva.

Ele lembra que para o financiamento de novas usinas há outras fontes de recursos, como BNDES ou mesmo recursos próprios dos investidores. A cana começou a ganhar destaque no Estado há três anos. Até então, Goiás tinha como foco os grãos e a pecuária leiteira. O Estado colhe cerca de 10,4 milhões de toneladas de grãos, sobretudo soja e milho, é o terceiro maior produtor de algodão do país, e tem uma oferta de 3 milhões de litros de leite/ano, segundo Silva. Em Rio Verde, a prefeitura decidiu limitar a produção de cana.

Para esta safra, a 2007/08, o Estado deverá moer 22,9 milhões de toneladas de cana, 42% mais que o ciclo anterior, de 16,140 milhões de toneladas. Segundo Igor Montenegro, presidente do Sindicato dos Fabricantes de Açúcar e Álcool de Goiás (Sifaeg). O Estado tem 18 usinas em operação e deverá dobrar sua produção nos próximos anos, com a entrada de outras 20 novas unidades.

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