Cassilândia, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

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25/05/2016 13:00

Entendendo os ovários policísticos

Abc Med

Os ovários são dois, localizados um de cada lado do útero, que respondem pelo desenvolvimento e amadurecimento dos óvulos e pela produção dos hormônios sexuais femininos. Os cistos existem normalmente e são pequenas bolsas dentro das quais os óvulos amadurecem e dos quais se liberam (ovulação), após o que são preenchidos por uma massa orgânica amarelada (corpo lúteo) que produz estrógeno. Os cistos anômalos ocorrem em 20% a 30% das mulheres e contêm material líquido em seu interior que podem produzir hormônios androgênicos ou serem inativos. Como esses cistos são múltiplos e pequenos (usualmente em número superior a 10, medindo de 6 a 10 mm de diâmetro), fala-se em ovários policísticos. Em virtude de produzirem uma quantidade maior de hormônios masculinos, a mulher que os tem pode ter sua ovulação e sua fertilidade afetadas. Ao mesmo tempo, a testosterona aumenta a possibilidade da ocorrência dos cistos e por isso os ovários policísticos são considerados uma enfermidade reprodutiva endócrina e é, de fato, a endocrinopatia mais comum entre as mulheres.

Quando o cisto é único e de tamanho maior, fala-se em cisto de ovário. Normalmente os cistos menores não têm importância fisiológica e são assintomáticos, embora possam estar associados a alguns sintomas.

Quais são as causas dos ovários policísticos?

Não se trata de uma doença, mas de uma síndrome. A causa da síndrome dos ovários policísticos (SOP) ainda não foi cabalmente estabelecida, mas acredita-se que seja determinada por um transtorno da dinâmica hormonal, comandado pelo hipotálamo e que envolve uma incapacidade dos ovários de produzir hormônios nas proporções corretas. Na SOP pode haver uma maior resistência à insulina e a hiperinsulinemia assim causada estimularia a produção excessiva de andrógenos pelos ovários.

Quais são os sinais e sintomas da síndrome dos ovários policísticos?

Como em toda síndrome, o diagnóstico da SOP se dá pela manifestação de alguns sinais e sintomas. Os sinais e sintomas dessa síndrome podem variar muito em suas formas. Os principais deles são:

Irregularidades menstruais.
Anovulação (ausência de ovulação) e consequente infertilidade.
Acne.
Amenorréia (ausência de menstruação).
Hirsutismo (aparecimento incomum de pelos).
Obesidade.
Acantose nigricans.
Calvície androgênica.
Hipertensão arterial.
Maior resistência à insulina.
Aumento dos ovários, que pode ser detectado no toque vaginal. Isso ocorre somente nos casos mais avançados. Os ovários, que medem normalmente nove centímetros, podem chegar a medir 20 cm.

Como o médico diagnostica a síndrome dos ovários policísticos?

Uma detalhada história clínica e um exame físico bem feito servem para levantar uma primeira suspeita. Dosagens sanguíneas podem revelar alterações dos níveis hormonais características dos ovários policísticos, mas esses níveis variam consideravelmente de uma mulher para outra. A ultrassonografia pode evidenciar os cistos nos ovários.

Como é o tratamento da síndrome dos ovários policísticos?

O tratamento da síndrome dos ovários policísticos é feito à base de anticoncepcionais orais, que melhoram sintomas como aparecimento de acnes, irregularidades menstruais, cólicas, etc. Algumas vezes os diuréticos são associados às pílulas anticoncepcionais.

A redução de peso é importante para evitar distúrbios na produção de insulina, ela é auxiliada pela prática de exercícios físicos regulares.

A remoção cirúrgica dos cistos, nos casos em que a medicação não surta efeitos, pode ser necessária.

O uso de hipoglicemiantes orais e de estimulantes da menstruação pode ser recomendado. Caso a paciente deseje engravidar, ela deve fazer uso de clomifeno para reverter a infertilidade.

Todo o tratamento deve ser criteriosamente avaliado por um ginecologista ou por um endocrinologista.

Como prevenir a síndrome dos ovários policísticos?

Como não se conhece definitivamente as causas dos ovários policísticos, não são conhecidas as maneiras de evitá-los, nem se isso é possível.

Como evolui a síndrome dos ovários policísticos?

Se não tratada, a síndrome dos ovários policísticos pode chegar à menopausa, sem sintomas ou com poucos sintomas.

Ela parece facilitar o aparecimento de câncer do endométrio (revestimento interno do útero), além de propiciar anovulação crônica durante a idade fértil em algumas mulheres (com consequente dificuldade de engravidar) e maior risco de câncer de mama após a menopausa.

A paciente com ovários policísticos pode engravidar, embora possa ter alguma dificuldade e necessite de ajuda profissional.

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