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06/06/2016 07:15

'Em casa', México vence Uruguai em jogo quente pelo grupo C da Copa América

Midiamax

Território mexicano até meados do século XIX, o estado americano do Arizona voltou a pertencer ao país latino por 90 minutos neste domingo, ao menos no Estádio da Universidade de Phoenix, onde a seleção do México venceu o Uruguai por 3 a 1 pelo grupo C da Copa América.

Cerca de 60 mil pessoas, a ampla maioria torcendo pela 'Tricolor', viram um jogo com alternâncias e alguma confusão entre os atletas na cidade de Glendale. A equipe dirigida por Juan Carlos Osorio foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, com gol contra de Álvaro Pereira, e com um homem a mais devido à expulsão de Vecino.

Contudo, se a torcida esperou uma vitória mexicana fácil, se enganou. A 'Celeste' foi para cima no segundo tempo e empatou, com Godín, mas, mesmo depois que as equipes ficaram em dez contra dez, a 'Tri' buscou o triunfo graças a Rafa Márquez e Herrera, que balançaram a rede uma vez cada.

Dessa forma, os comandados de Osorio terminam a primeira rodada na liderança da chave, levando a melhor no saldo de gols sobre a Venezuela, que também hoje bateu a Jamaica por 1 a 0. Na próxima quinta, a bicampeã buscará a reabilitação diante da 'Vinotinto', enquanto os mexicanos terão pela frente os 'Reggae Boyz'.

O México não conta na edição especial de centenário da Copa América com o meia Giovanni dos Santos nem como o atacante Carlos Vela, que pediram para não serem convocados. Além disso, Osorio, ex-técnico do São Paulo, pôde fazer apenas um treinamento com equipe completa antes da estreia.

No Uruguai, o principal jogador da equipe, o atacante Luis Suárez, foi desfalque. 'Luisito' não se recuperou a tempo de uma lesão na perna direita. Com isso, o ataque titular teve Rolán e Cavani, com Vecino e Lodeiro atrás, no 4-4-2.
Erro no hino e torcida

Antes de a bola rolar, a organização cometeu uma gafe incrível ao entoar o hino do Chile e não o do Uruguai. O erro não foi corrigido, para incredulidade dos jogadores no gramado.

O empurrão da torcida deu resultado logo aos três minutos, e a 'Tricolor' abriu o placar. Layún foi lançado na ponta esquerda e cruzou. Pressionado por Herrera, Álvaro Pereira, ex-jogador de São Paulo e Palmeiras, levou uma bolada no rosto e acabou marcando contra.

Mesmo com o gol marcado tão cedo, o México continuou apertando a marcação. Aos sete, Aquino roubou, disparou em velocidade e sofreu falta de Rolán. Guardado levantou buscando Rafa Márquez, mas Godín subiu mais, ganhou pelo alto e rechaçou.

Os uruguaios estavam mais preocupados em "engrossar" nas divididas que em criar, e os mexicanos tinham o controle das ações. Aos 21, Corona desceu pela direita e levantou, Godín afastou apenas parcialmente, e a sobra ficou com Aquino, que chutou cruzado e parou na defesa firme de Muslera.

O jogo esquentou a partir do último terço da primeira etapa. Exatamente aos 30 minutos, Lodeiro, ex-jogador de Botafogo e Corinthians, descolou ótimo lançamento por baixo para Cavani, que invadiu a área e encheu o pé, mas bateu em cima de Talavera. No rebote, Arévalo não conseguiu dar sequência à investida.

A resposta mexicana veio cinco minutos depois, em escanteio da esquerda. Araújo ganhou pelo alto perto da marca de pênalti e cabeceou no canto. 'Chicharito' chegava para escorar, mas Muslera se antecipou e segurar. Em outro córner, aos 43, Aquino, também de cabeça, tirou tinta da trave.

A situação da 'Celeste', que já era complicada, ficou ainda mais dura aos 44 minutos. Vecino cometeu falta dura em Corona, viu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a bicampeã mundial com um homem a menos.

Mesmo em desvantagem numérica, o Uruguai voltou do intervalo atacando mais e deu um susto logo aos três minutos. González bateu escanteio da direita, Giménez cabeceou e Cavani esteve a centímetros de desviar, mas a bola acabou saindo à esquerda do alvo. Aos nove, o jogador do Paris Saint-Germain alcançou, mas não conseguiu pôr força, e Talavera recolheu.

A pressão ia aumentando, e aos 11 minutos, depois de mais um escanteio, Giménez testou firme e mandaria no gol, mas acabou acertando um companheiro. Em seguida, aos 13, em linda triangulação com Godín e Cavani, Rolán recebeu livre na área, mas se enrolou e chutou para fora.

O erro custou a permanência no jogo, e Tabárez trocou Rolán por Abel Hernández. Já Osorio reforçou a marcação ao promover a entrada de Dueñas na vaga de Corona. Mesmo com as trocas, a equipe sul-americana continuou martelando, e Cavani teve boa oportunidade na falta, aos 21, mas carimbou a barreira.

À espera de um contra-ataque, o México enfim teve um lance de perigo na etapa final aos 23, em escapada de Lozano pela esquerda. O jovem meia-atacante cruzou rasteiro para 'Chicharito', que não pegou em cheio, e Muslera encaixou.

Acuado, a 'Tri' também ficou com dez homens aos 28, com a expulsão de Guardado, que já tinha amarelo. E foi necessário apenas um minuto em igualdade numérica para que os uruguaios empatassem. Sánchez cobrou a falta da intermediária, Godín apareceu livre e cabeceou no canto esquerdo, tirando de Talavera.

O gol do defensor do Atlético de Madrid deu fim a uma invencibilidade de 805 minutos da retaguarda mexicana e colocou fogo na partida. Aos 32, Herrera rolou na esquerda da área até Lozano, que chutou rasteiro para mais uma intervenção de Muslera.

"Espectador" no segundo tempo até então, o México acordou, voltou a ficar em cima e desempatou aos 39. Lozano levantou da esquerda na segunda trave, nenhum uruguaio cortou, e a sobra ficou limpa para Rafa Márquez, que soltou uma bomba indefensável para fazer o segundo.

Sem se entregar, a 'Celeste' ainda buscou uma nova igualdade, e teve duas últimas chances, mas a bola não entrou. Aos 41 minutos, Cavani ajeitou e Ramírez bateu para fora; aos 44, Maxi Pereira levantou e Godín, que virou centroavante, cabeceou por cima.

Quem voltou às redes para matar o confronto foi o México, aos 46. Jiménez ganhou no alto e apareceu na área para escorar o cruzamento por baixo de Lozano. O centroavante grandalhão brigou com a bola em um primeiro momento, mas ao menos conseguiu servir Herrera, que, com Muslera vendido, cabeceou para a rede.

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